quinta-feira, abril 05, 2007

Novo site do MAM


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A Instituição e o Solar do Unhão O Museu de Arte Moderna da Bahia situa-se em um sítio histórico do século XVI, à beira-mar, que é, ele mesmo, uma parte da vida da Bahia. Acompanhando o desenvolvimento da recém-formada aristocracia colonial, teve até meados do século XVIII seu período áureo. A casa-grande recebeu feições mais requintadas, vieram os painéis de azulejo portugueses do passadiço, chafariz e a capela, reedificada, foi consagrada a N. S. da Conceição. Já no início do século XIX, com a crise da cultura açucareira, o Solar foi arrendado, iniciando-se aí um processo crescente de degradação do conjunto, com a instalação sucessiva de fábricas - rapé, derivados de cacau, manufaturas diversas, oficinas, sua transformação em trapiche, depósito de combustíveis e mais tarde, durante a 2ª guerra mundial, em quartel para os fuzileiros navais. Ainda na década de 40, antes mesmo do final da Guerra, o Solar foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sendo depois adquirido e restaurado pelo Governo do Estado da Bahia, no início dos anos 60. A partir de 1966 passa a sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia que já vinha movimentando a cultura baiana desde sua fundação, em 1960. Criado dentro do espírito que marcou a década de 60, desde então o MAM já definia sua ação pelo compromisso de ser mais que um simples museu para exposições. Hoje, como resultante de um esforço contínuo de modernização, destaca-se como um dos importantes museus do país, caracterizando-se como um centro vivo e dinâmico de esclarecimento, educação e produção de arte. Agente de vanguarda, torna-se um espaço livre para as mais diversas manifestações artísticas, promovendo e estimulando atividades didáticas em seus programas de apoio à escola e em cursos de pintura, modelagem, gravura, cerâmica, desenho, papel artesanal e escultura, aberto à comunidade, oferecidos em suas oficinas. Aglutinador do movimento artístico baiano, o MAM promove e apoia os valores locais, incentivando os novos talentos que surgem na vanguarda da arte contemporânea, a partir da criação do Salão da BAhia e do desenvolvimento de projetos inovadores voltados para as diferentes manifestações artísticas. Além dos espaços técnico - administrativos, incluindo-se aí o Serviço Educativo, Conservação e Restauro e de Museologia, o MAM oferece à comunidade oito salas de exposição, teatro-auditório, sala de vídeo, biblioteca especializada e banco de dados. Seu acervo, formado por pinturas, gravuras, fotografias, desenhos e esculturas de pioneiros do modernismo e mestres das artes plásticas, abriga nomes como Tarsila do Amaral, Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubem Valentim, Pancetti, Carybé, Mário Cravo, Sante Scaldaferri e outros de renome internacional.

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