Por:Ivan Marques
Se fora do país a coisa já não vai muito bem, imagine aqui no Brasil, onde a pirataria come solta. E se existe um grande culpado para que os discos falsos tenham conquistado tanta gente é o alto preço, para a maioria da população – incluindo aí os jovens que sustentavam a compra com as mesadas –, dos discos vendidos nas lojas. As gravadoras cavaram a própria cova quando aumentaram significativamente o valor dos CDs, supervalorizaram os lucros e não perceberam que a tecnologia digital estava conquistando o público.
A prova disso é que, quando a pressão se tornou mais forte, elas baixaram o valor dos discos, contradizendo as declarações do início da crise, quando faziam questão de deixar claro a impossibilidade de abaixar o preço dos CDs. Já é possível, novamente, encontrar álbuns de grandes artistas nacionais e internacionais até por menos de R$20.“Nós também achamos que a queda dos preços dos CDs é um grande negócio e mais discos poderiam ser vendidos. A indústria é baseada em um modelo ultrapassado e muitas das grandes gravadoras têm que esquecer o antigo e entender essa mudança”, declara McCleave.
Já o empresário Armando Borri, da Flashpoint, não demonstra tanta esperança assim no futuro do mercado. “Cara, abaixou muito pouco. Pode fazer o que quiser, trazer artista, fazer show, dar brinde. Enquanto o pessoal lá das gravadoras quiser ganhar um alto salário e viajar para a Europa duas vezes no ano, não vai ter saída”, declara. “É um problema na maneira como a coisa tem sido dirigida. Uma questão de receita e despesa. É muita grana para um Michael Jackson ganhar US$20 milhões em um contrato e fazer só um disco e ruim. Alguém tem que pagar a conta”, diz Borri, referindo-se ao bilionário contrato do Rei do Pop com a Sony Music no qual ele receberia cerca de US$1bi para lançar seis discos em 15 anos e só fez três.
Ex-sócio da Aky Discos, que chegou a ter 18 lojas e fechou as portas em 1999, o empresário Paulo Roberto Aguiar culpa também a falta de fiscalização e poder de polícia. “Se alguém abrir uma banca vendendo discos originais no meio da rua é capaz da fiscalização vir e fechar. Mas o que a gente vê são os fiscais e a própria polícia comprando CD pirata”, opina.
“Acho que também falta sensibilidade ao público. Às vezes, eles acham que o aparelho está com defeito, mas na verdade é o disco falso que é prejudicial ao equipamento. Deveria ter uma campanha esclarecedora, parece que há uma conivência”, acredita Aguiar. Hoje, ele é dono da gravadora Estação CD. “É o mesmo sofrimento, a gente tá do mesmo jeito. Eu vendo álbuns por R$7 e mesmo assim eles são pirateados”.
Borri se considera o “herói da resistência”. Ele acredita que em Salvador só vão sobreviver pequenas lojas especializadas em um público ou megastores. “Se o cara fizer um lugar só com discos de blues ou jazz, para as pessoas que gostam desses estilos, é capaz de conseguir funcionar. Lojas como a Flashpoint vão durar pouco, deve ter umas dez no país iguais a gente”, argumenta.
Quem ainda consegue se sustentar são as lojas voltadas para CDs e DVDs bem populares, localizadas principalmente no centro da cidade, como o Atacadão dos Discos (próximo ao Elevador Lacerda) e outras no Pelourinho voltadas à venda de álbuns para turistas.
“Pô, os sete mil discos que eu tenho em 200 metros quadrados, você bota em um mp4 desses por aí”, crê Borri que, visualizando a falta de futuro no meio, já está montando um restaurante no Comércio.
Tanto os artistas como as indústrias estão procurando formas de se adaptar às novas mídias. No últimos anos, os músicos tentaram inovar para continuar faturando com a venda do seu trabalho. Depois de começarem a vender as faixas separadamente nos próprios sites, eles buscaram novas estratégias.
O White Stripes vendeu o mais recente disco, Icky Thump, também em uma versão, no mínimo, criativa. Por US$57,50 – preço salgado – o fã levava as músicas do CD em um dos dois diferentes pen drives estilizados, com desenhos dos integrantes Jack e Meg White, com capacidade de 512MB. A novidade será repetida na trilha sonora de The Rolling Stones - Shine a light, filme em cartaz em Salvador.
O Radiohead lançou In rainbows primeiramente na internet e pediu que os internautas pagassem o que eles achassem que o disco merecia. O Muse já avisou que não vai mais lançar discos, apenas lançar singles a cada dois ou três meses.
Recentemente, depois de Madonna e U2, foi a vez de outro gigante, o rapper Jay-Z, largar a gravadora e assinar contrato de US$150 milhões com a megaprodutora de shows Live Nation. Além de faturar com os discos, agora os artistas vão passar a ganhar mais em cima de apresentações ao vivo.
As gravadoras parecem voltar os olhos para as vendas na internet e de toques para telefones celulares, que cresceram muito ano passado de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Disco. A comercialização de música na internet deu um salto de 1.616% e a dos ringtones de 127%. Foram R$24,5 milhões de movimentação no setor digital, 24% com venda pela internet e 76% da receita vindo da telefonia móvel. Entretanto, as duas formas de comércio só respondem por 8% do faturamento das gravadoras.
No que tange às vendas de CDs, a ABPD informa que elas caíram 19,2% em relação ao ano anterior, totalizando 24,5 milhões de unidades. Em termos financeiros, foram R$215 milhões de faturamento, o que representa uma queda de 33,2% em comparação a 2006. A venda de DVDs também caiu, mas em menor percentagem (7,5% em unidades e 26,3% no faturamento).
Um bom retrato da queda também é que a ABPD diminuiu a quantidade de unidades comercializadas para que um artista ganhe prêmios de vendagem. Até 2003, era necessário que o músico vendesse um milhão de cópias para alcançar o Disco de Diamante, maior certificação concedida. Em 2004, esse número, e todos os outros, diminuíram pela metade. Ou seja, agora, por exemplo, com apenas 50 mil CDs vendidos, o artista recebe o Disco de Ouro.
***
Independentes à frente
As bandas independentes foram as primeiras a aproveitar as facilidades da internet. Os sites que oferecem espaço para que elas divulguem seus trabalhos, como Trama Virtual, MySpace e iJigg, se multiplicam. A popularidade dos grupos no meio digital fez as gravadoras até virarem os olhos para os campeões de fãs internautas.
O maior fenômeno veio da Inglaterra, o Arctic Monkeys, que ganhou fãs virtuais e, mesmo com o compartilhamento digital de suas músicas, vendeu 120 mil cópias em um só dia do álbum de estréia Whatever people say I am, that’s what I’m not (2006), editado pela Domino Records. No Brasil, o NX Zero, grande revelação de 2007 para muita gente e artista do cast da Arsenal Music, já era conhecido na internet há um bom tempo, assim como Fresno, Forfun e Do Amor. Esta última, inclusive, lançou trabalho em uma das mais novas mídias do mercado e que, de acordo com seu criador, o sertanejo Ralf, tem potencial para acabar com a pirataria: o SMD.
O músico desenvolveu a mídia no final de 2003, mas desde o ano passado é ela vem ganhando mais força, com o lançamento de gente como Arnaldo Antunes, Orquestra Imperial, Wado, e até das internacionais Area51 (Japão) e Seabright (EUA), entre outros artistas de diversos gêneros musicais. Conta também o contrato assinado em 2007 com a Microservice, tradicional empresa fabricante de CDs.
A sigla significa Semi Metallic Disc e o princípio é simples, vender um trabalho original e de ótima qualidade pelo mesmo valor que um CD pirata. Para isso, o SMD reduz os custos na fabricação. Na mídia, só é prensada a liga metálica referente à real quantidade de música existente. Por exemplo, se um artista só gravou faixas que totalizam 30 minutos, o SMD dele terá metade de liga metálica e metade de acrílico, já que a nova mídia tem capacidade de armazenar 60 minutos de música, um pouco menos que o CD usual (de 70 a 80 minutos).
De acordo com o site oficial (www.portalsmd.com.br), a fabricação do SMD é 30% mais barata do que a do CD convencional. Somam-se a capa em papel cartão especial - substituindo as tradicionais de acrílico - e dispensa do encarte. Pronto, temos um disco que é vendido a R$5, preço impresso na capa. Dá para vender aos montes em shows, já que o valor é mais barato até que as bebidas de determinados locais.
Em entrevista no final do mês passado ao Folha, o cantor Wado foi taxativo: “Cinco reais é um preço ótimo. O disco tá saindo rápido, a gente vende cinco, seis, sete de uma vez só”. Se o artista quiser encartar uma revista junto, o valor aumenta em apenas um real. A tecnologia cresceu e já foram desenvolvidas alternativas ao DVD (SMDV), ao Dual-Disc (SMDV-2) e às mídias para videogame (SMDG).
Quem também aproveita o baixo custo do SMD são os artistas da ONG baiana Eletrocooperativa. Além de lançar trabalhos da Eletropercussiva e do Eletro Erê, a organização agora desenvolveu uma máquina para vender discos originais semelhantes às de refrigerante. Com o rótulo “Música livre, comércio justo”, a engenhoca já conta com SMDs também de Arnaldo Antunes, Cidadão Instigado e Lucas Santanna e, em breve, estará nas ruas. O interessante ainda é que a máquina conta com o valor de R$5, preço de cada CD, discriminado por item de custo: fabricação (R$1,50), imposto (R$0,50), artista (R$1,50), vendedor (R$1), Eletrocooperativa (R$0,50).
Se fora do país a coisa já não vai muito bem, imagine aqui no Brasil, onde a pirataria come solta. E se existe um grande culpado para que os discos falsos tenham conquistado tanta gente é o alto preço, para a maioria da população – incluindo aí os jovens que sustentavam a compra com as mesadas –, dos discos vendidos nas lojas. As gravadoras cavaram a própria cova quando aumentaram significativamente o valor dos CDs, supervalorizaram os lucros e não perceberam que a tecnologia digital estava conquistando o público.
A prova disso é que, quando a pressão se tornou mais forte, elas baixaram o valor dos discos, contradizendo as declarações do início da crise, quando faziam questão de deixar claro a impossibilidade de abaixar o preço dos CDs. Já é possível, novamente, encontrar álbuns de grandes artistas nacionais e internacionais até por menos de R$20.“Nós também achamos que a queda dos preços dos CDs é um grande negócio e mais discos poderiam ser vendidos. A indústria é baseada em um modelo ultrapassado e muitas das grandes gravadoras têm que esquecer o antigo e entender essa mudança”, declara McCleave.
Já o empresário Armando Borri, da Flashpoint, não demonstra tanta esperança assim no futuro do mercado. “Cara, abaixou muito pouco. Pode fazer o que quiser, trazer artista, fazer show, dar brinde. Enquanto o pessoal lá das gravadoras quiser ganhar um alto salário e viajar para a Europa duas vezes no ano, não vai ter saída”, declara. “É um problema na maneira como a coisa tem sido dirigida. Uma questão de receita e despesa. É muita grana para um Michael Jackson ganhar US$20 milhões em um contrato e fazer só um disco e ruim. Alguém tem que pagar a conta”, diz Borri, referindo-se ao bilionário contrato do Rei do Pop com a Sony Music no qual ele receberia cerca de US$1bi para lançar seis discos em 15 anos e só fez três.
Ex-sócio da Aky Discos, que chegou a ter 18 lojas e fechou as portas em 1999, o empresário Paulo Roberto Aguiar culpa também a falta de fiscalização e poder de polícia. “Se alguém abrir uma banca vendendo discos originais no meio da rua é capaz da fiscalização vir e fechar. Mas o que a gente vê são os fiscais e a própria polícia comprando CD pirata”, opina.
“Acho que também falta sensibilidade ao público. Às vezes, eles acham que o aparelho está com defeito, mas na verdade é o disco falso que é prejudicial ao equipamento. Deveria ter uma campanha esclarecedora, parece que há uma conivência”, acredita Aguiar. Hoje, ele é dono da gravadora Estação CD. “É o mesmo sofrimento, a gente tá do mesmo jeito. Eu vendo álbuns por R$7 e mesmo assim eles são pirateados”.
Borri se considera o “herói da resistência”. Ele acredita que em Salvador só vão sobreviver pequenas lojas especializadas em um público ou megastores. “Se o cara fizer um lugar só com discos de blues ou jazz, para as pessoas que gostam desses estilos, é capaz de conseguir funcionar. Lojas como a Flashpoint vão durar pouco, deve ter umas dez no país iguais a gente”, argumenta.
Quem ainda consegue se sustentar são as lojas voltadas para CDs e DVDs bem populares, localizadas principalmente no centro da cidade, como o Atacadão dos Discos (próximo ao Elevador Lacerda) e outras no Pelourinho voltadas à venda de álbuns para turistas.
“Pô, os sete mil discos que eu tenho em 200 metros quadrados, você bota em um mp4 desses por aí”, crê Borri que, visualizando a falta de futuro no meio, já está montando um restaurante no Comércio.
Tanto os artistas como as indústrias estão procurando formas de se adaptar às novas mídias. No últimos anos, os músicos tentaram inovar para continuar faturando com a venda do seu trabalho. Depois de começarem a vender as faixas separadamente nos próprios sites, eles buscaram novas estratégias.
O White Stripes vendeu o mais recente disco, Icky Thump, também em uma versão, no mínimo, criativa. Por US$57,50 – preço salgado – o fã levava as músicas do CD em um dos dois diferentes pen drives estilizados, com desenhos dos integrantes Jack e Meg White, com capacidade de 512MB. A novidade será repetida na trilha sonora de The Rolling Stones - Shine a light, filme em cartaz em Salvador.
O Radiohead lançou In rainbows primeiramente na internet e pediu que os internautas pagassem o que eles achassem que o disco merecia. O Muse já avisou que não vai mais lançar discos, apenas lançar singles a cada dois ou três meses.
Recentemente, depois de Madonna e U2, foi a vez de outro gigante, o rapper Jay-Z, largar a gravadora e assinar contrato de US$150 milhões com a megaprodutora de shows Live Nation. Além de faturar com os discos, agora os artistas vão passar a ganhar mais em cima de apresentações ao vivo.
As gravadoras parecem voltar os olhos para as vendas na internet e de toques para telefones celulares, que cresceram muito ano passado de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Disco. A comercialização de música na internet deu um salto de 1.616% e a dos ringtones de 127%. Foram R$24,5 milhões de movimentação no setor digital, 24% com venda pela internet e 76% da receita vindo da telefonia móvel. Entretanto, as duas formas de comércio só respondem por 8% do faturamento das gravadoras.
No que tange às vendas de CDs, a ABPD informa que elas caíram 19,2% em relação ao ano anterior, totalizando 24,5 milhões de unidades. Em termos financeiros, foram R$215 milhões de faturamento, o que representa uma queda de 33,2% em comparação a 2006. A venda de DVDs também caiu, mas em menor percentagem (7,5% em unidades e 26,3% no faturamento).
Um bom retrato da queda também é que a ABPD diminuiu a quantidade de unidades comercializadas para que um artista ganhe prêmios de vendagem. Até 2003, era necessário que o músico vendesse um milhão de cópias para alcançar o Disco de Diamante, maior certificação concedida. Em 2004, esse número, e todos os outros, diminuíram pela metade. Ou seja, agora, por exemplo, com apenas 50 mil CDs vendidos, o artista recebe o Disco de Ouro.
***
Independentes à frente
As bandas independentes foram as primeiras a aproveitar as facilidades da internet. Os sites que oferecem espaço para que elas divulguem seus trabalhos, como Trama Virtual, MySpace e iJigg, se multiplicam. A popularidade dos grupos no meio digital fez as gravadoras até virarem os olhos para os campeões de fãs internautas.
O maior fenômeno veio da Inglaterra, o Arctic Monkeys, que ganhou fãs virtuais e, mesmo com o compartilhamento digital de suas músicas, vendeu 120 mil cópias em um só dia do álbum de estréia Whatever people say I am, that’s what I’m not (2006), editado pela Domino Records. No Brasil, o NX Zero, grande revelação de 2007 para muita gente e artista do cast da Arsenal Music, já era conhecido na internet há um bom tempo, assim como Fresno, Forfun e Do Amor. Esta última, inclusive, lançou trabalho em uma das mais novas mídias do mercado e que, de acordo com seu criador, o sertanejo Ralf, tem potencial para acabar com a pirataria: o SMD.
O músico desenvolveu a mídia no final de 2003, mas desde o ano passado é ela vem ganhando mais força, com o lançamento de gente como Arnaldo Antunes, Orquestra Imperial, Wado, e até das internacionais Area51 (Japão) e Seabright (EUA), entre outros artistas de diversos gêneros musicais. Conta também o contrato assinado em 2007 com a Microservice, tradicional empresa fabricante de CDs.
A sigla significa Semi Metallic Disc e o princípio é simples, vender um trabalho original e de ótima qualidade pelo mesmo valor que um CD pirata. Para isso, o SMD reduz os custos na fabricação. Na mídia, só é prensada a liga metálica referente à real quantidade de música existente. Por exemplo, se um artista só gravou faixas que totalizam 30 minutos, o SMD dele terá metade de liga metálica e metade de acrílico, já que a nova mídia tem capacidade de armazenar 60 minutos de música, um pouco menos que o CD usual (de 70 a 80 minutos).
De acordo com o site oficial (www.portalsmd.com.br), a fabricação do SMD é 30% mais barata do que a do CD convencional. Somam-se a capa em papel cartão especial - substituindo as tradicionais de acrílico - e dispensa do encarte. Pronto, temos um disco que é vendido a R$5, preço impresso na capa. Dá para vender aos montes em shows, já que o valor é mais barato até que as bebidas de determinados locais.
Em entrevista no final do mês passado ao Folha, o cantor Wado foi taxativo: “Cinco reais é um preço ótimo. O disco tá saindo rápido, a gente vende cinco, seis, sete de uma vez só”. Se o artista quiser encartar uma revista junto, o valor aumenta em apenas um real. A tecnologia cresceu e já foram desenvolvidas alternativas ao DVD (SMDV), ao Dual-Disc (SMDV-2) e às mídias para videogame (SMDG).
Quem também aproveita o baixo custo do SMD são os artistas da ONG baiana Eletrocooperativa. Além de lançar trabalhos da Eletropercussiva e do Eletro Erê, a organização agora desenvolveu uma máquina para vender discos originais semelhantes às de refrigerante. Com o rótulo “Música livre, comércio justo”, a engenhoca já conta com SMDs também de Arnaldo Antunes, Cidadão Instigado e Lucas Santanna e, em breve, estará nas ruas. O interessante ainda é que a máquina conta com o valor de R$5, preço de cada CD, discriminado por item de custo: fabricação (R$1,50), imposto (R$0,50), artista (R$1,50), vendedor (R$1), Eletrocooperativa (R$0,50).
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