A banda baiana Anacê lança o seu primeiro álbum, intitulado “O Mundo” com produção de André t, no dia 16 de maio na Boomerangue. O debut da banda confirma uma tendência bastante viável em meio à crise do formato do Cd tradicional, a prensagem através do formato SMD, que visa baratear o disco que pode ser vendido a R$5,00. Um novo formato que já vem sendo utilizados por bandas baianas como a Eletropercusiva- (projeto musical da Eletrocooperativa) e coletivo multimídia Terreiro Circular, que se prepara para lançar o seu primeiro EP. quarta-feira, abril 30, 2008
Anacê
A banda baiana Anacê lança o seu primeiro álbum, intitulado “O Mundo” com produção de André t, no dia 16 de maio na Boomerangue. O debut da banda confirma uma tendência bastante viável em meio à crise do formato do Cd tradicional, a prensagem através do formato SMD, que visa baratear o disco que pode ser vendido a R$5,00. Um novo formato que já vem sendo utilizados por bandas baianas como a Eletropercusiva- (projeto musical da Eletrocooperativa) e coletivo multimídia Terreiro Circular, que se prepara para lançar o seu primeiro EP. terça-feira, abril 29, 2008
E-entrevista com a Banda COF DAMU
E-entrevista com a banda baiana Cof Damu
Banda Cof DamuA emergência das novas tecnologias de produção e distribuição da música viria a reconfigurar um novo cenário para a música no final do século XX e inicio do século XXI. Uma reconfiguração que viria a mudar a compreensão dos músicos, quanto à necessidade de uma “Grande Gravadora” para investir na gravação de fonogramas e comercialização. Esse cenário advindo da apropriação social da internet por parte da sociedade e o baixo custo no registro da música veio a apresentar uma gama de artistas emergidos dessa nova “Audiosfera” que se apresenta a cada novo clique! .
Assim aparece a banda baiana COF DAMU que mesmo sem um registro físico conquistou o seu “lugar ao Sol”, atraindo olhares de produtores do Selo Som Livre Apresenta (o Selo Som Livre Apresenta é um selo criado para o lançamento de novas bandas independentes pela Som Livre braço fonográfico da Rede Globo, que no primeiro pacote é responsável pelo lançamento dos cariocas Jonas Sá, Mariano San Roman, Companhia Intinerante e Primadadona, os Gaúchos da Tom Bloch, os paulistas da Voltz) e a Banda baiana Cof Damu que através de sites de divulgação caiu nas mãos do produtor Marcelo Soares responsável pelo selo.
O objetivo do selo é diversificar a produção e criar um conteúdo de qualidade e investimento em médio prazo nos artistas, com uma tiragem inicial de 1,5 mil cópias.
Com a banda baiana Cof Damu realizamos uma E-entrevista através do guitarrista da banda Eduardo Karranka , e a participação de Dudare (baixo) e Peu (Teclados). Confira a entrevista
Mário Jr – Pra começar o nome da banda, o que significa COF DAMU?
Eduardo Karranka - Resumindo, Cof = Tosse e Da+mu = da + mugido da vaca. Veio da expressão popular "nem que a vaca tussa" (rs).
Mário Jr – Pra começar o nome da banda, o que significa COF DAMU?Eduardo Karranka - Resumindo, Cof = Tosse e Da+mu = da + mugido da vaca. Veio da expressão popular "nem que a vaca tussa" (rs).
Mário Jr - Como surgiu o convite para lançar o cd pelo selo Som Livre Apresenta?
Eduardo Karranka - Bom, estávamos prestes a lançar nosso disco 100% independente, quando a Som Livre nos descobriu num site de divulgação, entrou em contato conosco e nos convidou para fazer parte do selo.
Eduardo Karranka - Bom, estávamos prestes a lançar nosso disco 100% independente, quando a Som Livre nos descobriu num site de divulgação, entrou em contato conosco e nos convidou para fazer parte do selo.
Mário Jr - Têm Previsão de lançamento do cd? Algum show de lançamento?
Eduardo Karranka - Tem sim! Está previsto pra ser lançado no dia 15 de maio, com show de lançamento no Cinemathèque (RJ), dia 29 de maio.
Eduardo Karranka - Tem sim! Está previsto pra ser lançado no dia 15 de maio, com show de lançamento no Cinemathèque (RJ), dia 29 de maio.
Mário Jr - A banda está de malas prontas pra o Rio de Janeiro é verdade? Qual são as expectativas da banda para esse novo rumo na carreira?
Eduardo Karranka - É verdade. Estamos esperançosos com essa nova etapa e esperamos que nossa mudança possibilite uma divulgação legal das nossas músicas, bem como uma agenda maior de shows.
Mário Jr - A Cascadura com dez anos de estrada fez esse mesmo caminho só que para São Paulo, depois de um tempo resolveu voltar e consolidar a banda aqui primeiro, hoje a Cascadura possui um público ainda maior. Será esse mesmo o único caminho para uma banda no mercado independente de música na Bahia, sair de SSA?
Véu Paternostro-O único não, mas talvez o mais otimista e, ironicamente, o mais curto. O fato é que São Paulo e Rio de Janeiro, por serem o centro econômico do país, oferecem uma maior perspectiva de projeção às bandas.
Mário Jr - A banda se apresentou esse ano no Festival de Verão no palco Tendências. Como é lidar com a falta de lugares de pequeno porte para se apresentar?
Eduardo Karranka - Realmente uma das grandes dificuldades enfrentadas por bandas aqui em Salvador é a falta de lugares para se apresentar, principalmente lugares com uma estrutura adequada de som. Lidamos com essa dificuldade correndo atrás dos lugares onde a gente acha legal tocar, organizando eventos em conjunto com outras bandas, etc.
Eduardo Karranka - Realmente uma das grandes dificuldades enfrentadas por bandas aqui em Salvador é a falta de lugares para se apresentar, principalmente lugares com uma estrutura adequada de som. Lidamos com essa dificuldade correndo atrás dos lugares onde a gente acha legal tocar, organizando eventos em conjunto com outras bandas, etc.
Mário Jr - Qual a relação da banda com a internet?
Eduardo Karranka - A internet foi, e ainda é, nosso principal meio de divulgação. Graças à ela, conseguimos um contrato com a Som Livre. Vale lembrar que nosso cd foi disponibilizado assim desde o começo e, até hoje, não temos o cd na mão (rs). Só mesmo em maio.
Eduardo Karranka - A internet foi, e ainda é, nosso principal meio de divulgação. Graças à ela, conseguimos um contrato com a Som Livre. Vale lembrar que nosso cd foi disponibilizado assim desde o começo e, até hoje, não temos o cd na mão (rs). Só mesmo em maio.
Mário Jr - Peu, Dudare e Karranka. Fale sobre outros projetos em que vocês estão envolvidos? Qual é o destino da Vinil 69? Karranka E a Fulano de Tao Volta um dia ?
Dudare responde: Eu e Peu tivemos que sair da Vinil, porque instrumentista à distância não dá, né? rsrs Pardal e Deco continuam aí firmes e fortes. Como membro fundador e amante inveterado do bom e velho rock, eu tenho um carinho muito grande pela Vinil, e torço muito por ela.
Karranka responde: Nossa expectativa é positiva, sempre está nos nossos planos voltarmos, mas a dinâmica de trabalho que estamos nos impede de termos uma rotina de ensaios e de shows.
Mário Jr - Pra finalizar o que vocês têm a dizer a uma banda do nordeste que está começando?
Eduardo Karranka - Abuse e use da internet (rs). Grave um ep, divulgue as músicas e acredite no trabalho que fazem. Músico tem que ser assim: 50% talento e 50% ralação (rs).
Dudare responde: Eu e Peu tivemos que sair da Vinil, porque instrumentista à distância não dá, né? rsrs Pardal e Deco continuam aí firmes e fortes. Como membro fundador e amante inveterado do bom e velho rock, eu tenho um carinho muito grande pela Vinil, e torço muito por ela.
Karranka responde: Nossa expectativa é positiva, sempre está nos nossos planos voltarmos, mas a dinâmica de trabalho que estamos nos impede de termos uma rotina de ensaios e de shows.
Mário Jr - Pra finalizar o que vocês têm a dizer a uma banda do nordeste que está começando?
Eduardo Karranka - Abuse e use da internet (rs). Grave um ep, divulgue as músicas e acredite no trabalho que fazem. Músico tem que ser assim: 50% talento e 50% ralação (rs).
C
OF DAMU
Eduardo Karranka (Guitarra), Véu Paternostro (Voz, violão e Flauta), Dudare (Baixo), Cláudio Lima (Bateria), Peu (Teclados) e Fábio Abu (percussão).
http://www.myspace.com/Cofdamu
Mário-Jr. - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com/.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net/ Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical.Contatos: riffsjr@yahoo.com.br
My space: http://www.myspace.com/riffsjr

OF DAMUEduardo Karranka (Guitarra), Véu Paternostro (Voz, violão e Flauta), Dudare (Baixo), Cláudio Lima (Bateria), Peu (Teclados) e Fábio Abu (percussão).
http://www.myspace.com/Cofdamu
Mário-Jr. - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com/.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net/ Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical.Contatos: riffsjr@yahoo.com.br
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sexta-feira, abril 25, 2008
Terreiro Circular
Terreiro Circular

O Coletivo Musical “Terreiro Circular” que compõe diversas áreas como: Música, Vídeo e Artes visuais e já apresentou o seu trabalho em diversos palcos baianos continua na ativa, agora é o mais novo grupo a se render ao formato SMD para lançar em breve o seu “debut” no mercado da música baiana.
O Terreiro Circular é composto por músicos experientes do cenário baiano como:
Vince de Mira, DJ Mangaio e Marcelo Santana (Lampirônicos), Gabriel Domingues (A volante do Sargento Bezerra) e Mamá Soares (Ocumbuca/ Dão), havendo também projeções de um VJ convidado nas suas marcantes apresentações.
O coletivo busca através dos seus projetos uma participação das bandas do cenário musical, assim como artistas de outras linguagens. Efetivando a proposta de um Coletivo Multimídia O terreiro Circular contemplado pelo edital multimídia circular da Fundação Cultural do Estado promoveu no início do semestre uma série de apresentações e oficinas em cidades do interior da Bahia e capital. Tendo uma ampla participação de artistas locais e nacionais o coletivo já se apresentou com artistas como: Rebeca Matta, Retrofoguetes, Lampirônicos, Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Dão DJ El Cabong, o Bonsucesso Samba Clube e Siba (Pernambuco), o grupo Cabruêra e Chico Corrêa (Paraíba), Mariene de Castro, Mariella Santiago, DJ Sankofa (Ghana), Ananda Jyoti (Índia), o hip hop do La Caution (França), a Orquestra Nordestina de Groove e a Orquestra Rumpilez. Também contando com a participação de artistas multimídias como o do VJ Hare, do Coletivo Moti (VJs), do Coletivo Transcendental (VJs), do Coletivo de Grafiteiros Turbilhão Urbano e do artista plástico Ronei George.
Confira o trabalho do coletivo que conta com a produção do Selo e produtora “Maquinário” e Estúdios “Audiolab” no http://www.myspace.com/terreirocircular
Mário-Jr. - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com/.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net/ Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical. Contatos: riffsjr@yahoo.com.br
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O Coletivo Musical “Terreiro Circular” que compõe diversas áreas como: Música, Vídeo e Artes visuais e já apresentou o seu trabalho em diversos palcos baianos continua na ativa, agora é o mais novo grupo a se render ao formato SMD para lançar em breve o seu “debut” no mercado da música baiana.
O Terreiro Circular é composto por músicos experientes do cenário baiano como:
Vince de Mira, DJ Mangaio e Marcelo Santana (Lampirônicos), Gabriel Domingues (A volante do Sargento Bezerra) e Mamá Soares (Ocumbuca/ Dão), havendo também projeções de um VJ convidado nas suas marcantes apresentações.
O coletivo busca através dos seus projetos uma participação das bandas do cenário musical, assim como artistas de outras linguagens. Efetivando a proposta de um Coletivo Multimídia O terreiro Circular contemplado pelo edital multimídia circular da Fundação Cultural do Estado promoveu no início do semestre uma série de apresentações e oficinas em cidades do interior da Bahia e capital. Tendo uma ampla participação de artistas locais e nacionais o coletivo já se apresentou com artistas como: Rebeca Matta, Retrofoguetes, Lampirônicos, Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Dão DJ El Cabong, o Bonsucesso Samba Clube e Siba (Pernambuco), o grupo Cabruêra e Chico Corrêa (Paraíba), Mariene de Castro, Mariella Santiago, DJ Sankofa (Ghana), Ananda Jyoti (Índia), o hip hop do La Caution (França), a Orquestra Nordestina de Groove e a Orquestra Rumpilez. Também contando com a participação de artistas multimídias como o do VJ Hare, do Coletivo Moti (VJs), do Coletivo Transcendental (VJs), do Coletivo de Grafiteiros Turbilhão Urbano e do artista plástico Ronei George.
Confira o trabalho do coletivo que conta com a produção do Selo e produtora “Maquinário” e Estúdios “Audiolab” no http://www.myspace.com/terreirocircular
Mário-Jr. - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com/.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net/ Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical. Contatos: riffsjr@yahoo.com.br
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Subaquáticos

SUBAQUÁTICOS
Pense num Power Trio, alie a ele a experiência adquirida ao longo dos trabalhos individuais de cada um deles, associe a isso o clima baiano mais não menos coeso e preguiçoso com você pensou! - Essa é a Subaquáticos banda formada pelos experientes Junix (Guitarras, efeitos e vocais), Emanuel Venâncio (Bateria e vocais) e Marcus Kieta (Baixo e vocais), um Power trio de “lascar o coro”. Uma banda que até então segue a nova lógica, promovida pelas novas tecnologias existindo primeiro virtualmente nos “Myspaces da vida” para depois configurar o físico – Se é que hoje é necessário lançar um fonograma físico! Um registro virtual que os indicou a seleção do Abril Pro Rock 2008.
A banda que já se apresentou nos palcos baianos conta com um registro visceral no http://www.myspace.com/subaquatico que foi produzido nos estúdio http://www.myspace.com/audiolabsom a cargo de Marcelo Santana responsável pela produção do excelente disco “Caia na madrugada” da banda Lampirônicos e concebido em conjunto com o DJ Mangaio. Corra atrás!.
Mário-Jr. - (Riffsjr )- Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical. Contatos: riffsjr@yahoo.com.br
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Pense num Power Trio, alie a ele a experiência adquirida ao longo dos trabalhos individuais de cada um deles, associe a isso o clima baiano mais não menos coeso e preguiçoso com você pensou! - Essa é a Subaquáticos banda formada pelos experientes Junix (Guitarras, efeitos e vocais), Emanuel Venâncio (Bateria e vocais) e Marcus Kieta (Baixo e vocais), um Power trio de “lascar o coro”. Uma banda que até então segue a nova lógica, promovida pelas novas tecnologias existindo primeiro virtualmente nos “Myspaces da vida” para depois configurar o físico – Se é que hoje é necessário lançar um fonograma físico! Um registro virtual que os indicou a seleção do Abril Pro Rock 2008.
A banda que já se apresentou nos palcos baianos conta com um registro visceral no http://www.myspace.com/subaquatico que foi produzido nos estúdio http://www.myspace.com/audiolabsom a cargo de Marcelo Santana responsável pela produção do excelente disco “Caia na madrugada” da banda Lampirônicos e concebido em conjunto com o DJ Mangaio. Corra atrás!.
Mário-Jr. - (Riffsjr )- Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical. Contatos: riffsjr@yahoo.com.br
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quinta-feira, abril 24, 2008
Berlinda
BERLINDA - Beleza indie com pegada rock. Indicada aos fãs de bandas como The Cure, The Smiths, Velvet Underground, Galaxie 500, Teenage Fanclub, e, aqui na Bahia, brincando de deus - todas elas, fortes influências no som da banda -, a Berlinda não se diz estritamente indie rock (estilo que, infelizmente, muitos ainda vêem como palavrão), mas periga seriamente arrebanhar todos os órfãos que o extinto (ou congelado) baluarte indie baiano deixou, desde que interrompeu suas atividades no ano passado. Firmemente calcado nos econômicos e melodiosos riffs emitidos pela guitarra de Adriano Amado, (ex-Arsene Lupin, banda importante para o estilo na Bahia na década passada), o som da Berlinda não tem muito mistério, não: canções simples, carregadas de uma beleza agridoce, conduzem gentilmente o ouvinte para outro lugar, algum local de clima mais ameno, longe do calor inclemente que ora tosta o juízo dos soteropolitanos. A voz cristalina da revelação André Blhoem, um fio de rara delicadeza, costura, entre paredes de guitarras, belas tramas em tons sépia, de uma beleza arrebatadora. Adicione à receita a pegada forte e precisa, da cozinha formada por Cebola (ex-Tequillers) no baixo e Juliano (substituindo o primeiro baterista, Alex Souza) na bateria, e sua nova banda indie preferida está formada. Já está disponível o primeiro ep, Mar de Calma, para download em www.tramavirtual.com.br/berlinda . Have fun! contatos: sergiojupiter@gmail.com, djbatata75@yahoo.com.br. Tels: (071)92643094 (Sérgio), (071) 92488378 (Adriano) Na Rede: www.fotolog.com/bandaberlindaMyspace do Audiolab Studios
quarta-feira, abril 23, 2008
Qualidade sonora
O Fim da Alta Fidelidade
Por Robert Levine
No auge da era do MP3, a qualidade do som fica cada vez pior
David Bendeth, produtor que trabalha com bandas como Hawthorne Heights e Paramore, sabe que os discos que faz acabam sendo ouvidos através de pequenas caixas de computador enquanto os fãs navegam na internet. Assim, ele não se surpreende quando as gravadoras pedem para que os engenheiros de masterização aumentem bastante o nível do som, de forma que até as partes mais suaves das músicas fiquem altas.
Na última década e meia, uma revolução na tecnologia de gravação mudou a forma como álbuns são produzidos, mixados e masterizados – quase sempre para pior. “Eles querem que os álbuns fiquem mais altos para conquistar a atenção [dos ouvintes]”, diz Bendeth. Os engenheiros fazem isso através da aplicação da compressão dinâmica, que reduz a diferença entre os sons mais altos e os mais suaves em uma música. Como muitos de seus colegas de profissão, Bendeth acredita que utilizar esse efeito pode obscurecer detalhes sonoros, roubar a força emocional da música e deixar os ouvintes com o que os engenheiros chamam de “fadiga auditiva”. “Acho que quase tudo hoje em dia é masterizado um pouco alto demais”, diz Bendeth. “A indústria decidiu que vivemos uma competição por volume.”
Produtores e engenheiros chamam isso de “a guerra do volume”, e ela tem mudado o som de quase todos os álbuns de rock e pop. Mas o volume não é a única questão. Programas de computador como o Pro Tools (que servem para que os engenheiros de som manipulem o som do mesmo jeito que um Word edita texto) fazem com que os músicos pareçam perfeitos, de uma forma não natural. E os ouvintes de hoje consomem uma quantidade cada vez maior de música em MP3, formato que elimina muitos dos dados existentes no arquivo original do CD e pode deixar o som metálico ou oco. “Com todas as inovações técnicas, a música ficou pior”, diz Donald Fagen, do Steely Dan, banda que produziu discos notórios pela alta qualidade sonora. “Deus está nos detalhes. Mas eles foram apagados.”
A idéia de que os engenheiros fazem álbuns com o volume mais alto parece estranha: o volume não é controlado por um botão em seu aparelho de som? Sim, mas cada movimento naquele botão comanda uma escala de volume, do vocal abafado à caixa da bateria – e arrastar o som para o alto da escala faz com que a música fique mais alta. É a mesma técnica usada para que os comerciais de TV fiquem mais alto do que os programas. E isso captura a atenção do ouvinte – mas tem um custo. No ano passado, Bob Dylan declarou à Rolling Stone que os álbuns atuais “estão cheios de sons. Não há definição de nada, nem de vocal, nada, parece tudo... estática”.
Em 2004, Mary Guibert, a mãe do músico norte-americano Jeff Buckley (falecido em 1997), escutou a fita original das gravações de Grace, o principal disco lançado por seu filho. “Estávamos ouvindo instrumentos que nunca dava para ouvir no disco lançado, como os pratos de mão ou o som das cordas da viola”, ela se lembra. “Fiquei espantada porque era exatamente aquilo o que ele tinha ouvido no estúdio.”
Para desapontamento de Guibert, a versão remasterizada de Grace, lançada em 2004, não conseguiu captar a maioria desses detalhes. Assim, no ano passado, quando organizou a coletânea So Real: Songs from Jeff Buckley, ela insistiu em ter um consultor independente para supervisionar o processo, além de um engenheiro de masterização, que iria reproduzir o som que Buckley fez no estúdio. “Agora, dá para ouvir os instrumentos distintos e o som da sala”, ela diz, sobre o novo lançamento. “A compressão borra tudo.”
Você lê "O Fim da Alta Fidelidade" na íntegra na RS 19, nas bancas
Por Robert Levine
No auge da era do MP3, a qualidade do som fica cada vez pior
David Bendeth, produtor que trabalha com bandas como Hawthorne Heights e Paramore, sabe que os discos que faz acabam sendo ouvidos através de pequenas caixas de computador enquanto os fãs navegam na internet. Assim, ele não se surpreende quando as gravadoras pedem para que os engenheiros de masterização aumentem bastante o nível do som, de forma que até as partes mais suaves das músicas fiquem altas.
Na última década e meia, uma revolução na tecnologia de gravação mudou a forma como álbuns são produzidos, mixados e masterizados – quase sempre para pior. “Eles querem que os álbuns fiquem mais altos para conquistar a atenção [dos ouvintes]”, diz Bendeth. Os engenheiros fazem isso através da aplicação da compressão dinâmica, que reduz a diferença entre os sons mais altos e os mais suaves em uma música. Como muitos de seus colegas de profissão, Bendeth acredita que utilizar esse efeito pode obscurecer detalhes sonoros, roubar a força emocional da música e deixar os ouvintes com o que os engenheiros chamam de “fadiga auditiva”. “Acho que quase tudo hoje em dia é masterizado um pouco alto demais”, diz Bendeth. “A indústria decidiu que vivemos uma competição por volume.”
Produtores e engenheiros chamam isso de “a guerra do volume”, e ela tem mudado o som de quase todos os álbuns de rock e pop. Mas o volume não é a única questão. Programas de computador como o Pro Tools (que servem para que os engenheiros de som manipulem o som do mesmo jeito que um Word edita texto) fazem com que os músicos pareçam perfeitos, de uma forma não natural. E os ouvintes de hoje consomem uma quantidade cada vez maior de música em MP3, formato que elimina muitos dos dados existentes no arquivo original do CD e pode deixar o som metálico ou oco. “Com todas as inovações técnicas, a música ficou pior”, diz Donald Fagen, do Steely Dan, banda que produziu discos notórios pela alta qualidade sonora. “Deus está nos detalhes. Mas eles foram apagados.”
A idéia de que os engenheiros fazem álbuns com o volume mais alto parece estranha: o volume não é controlado por um botão em seu aparelho de som? Sim, mas cada movimento naquele botão comanda uma escala de volume, do vocal abafado à caixa da bateria – e arrastar o som para o alto da escala faz com que a música fique mais alta. É a mesma técnica usada para que os comerciais de TV fiquem mais alto do que os programas. E isso captura a atenção do ouvinte – mas tem um custo. No ano passado, Bob Dylan declarou à Rolling Stone que os álbuns atuais “estão cheios de sons. Não há definição de nada, nem de vocal, nada, parece tudo... estática”.
Em 2004, Mary Guibert, a mãe do músico norte-americano Jeff Buckley (falecido em 1997), escutou a fita original das gravações de Grace, o principal disco lançado por seu filho. “Estávamos ouvindo instrumentos que nunca dava para ouvir no disco lançado, como os pratos de mão ou o som das cordas da viola”, ela se lembra. “Fiquei espantada porque era exatamente aquilo o que ele tinha ouvido no estúdio.”
Para desapontamento de Guibert, a versão remasterizada de Grace, lançada em 2004, não conseguiu captar a maioria desses detalhes. Assim, no ano passado, quando organizou a coletânea So Real: Songs from Jeff Buckley, ela insistiu em ter um consultor independente para supervisionar o processo, além de um engenheiro de masterização, que iria reproduzir o som que Buckley fez no estúdio. “Agora, dá para ouvir os instrumentos distintos e o som da sala”, ela diz, sobre o novo lançamento. “A compressão borra tudo.”
Você lê "O Fim da Alta Fidelidade" na íntegra na RS 19, nas bancas
terça-feira, abril 22, 2008
As mulheres da Bahia
Quem pensa que a representatividade feminina na Música da Bahia, se limita a Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Pitty está muito enganado. A Bahia desponta como um cenário tão diversificado na música, quanto de representatividade feminina não é de agora. Inicio dos anos 80 uma banda formada por Mulheres, surgiu pela bandas de cá era a Rabo de Saia com Lanlan, Érica Nande, Marcinha e Marcio Mello nos vocais a princípio uma banda que misturava Rock, Pop e Música Brasileira e que seria definida como a primeira banda de Axé-Music. Hoje Lanlan continua com seu trabalho musical no Moinho da Bahia, Érica Nande acompanha Jussara Silveira. Érica Nande figurou também no início dos anos 90 uma banda formada por mulheres A Penélope que chegou a lançar alguns discos pela Sony Music.
Os anos 90 foi responsável por boas bandas de mulheres na Bahia como: A Shes (Que tinha Pitty na bateria), Ulo Selvagem (comandada pó Sandra-ACCR), e a Crac (de Nancy Viegas), Tara Code e Rebeca Matta. Ainda nos anos 90 Pitty viria a capitanear a banda Inkoma, com uma grande aceitação no cenário nacional de HC com o seu “debut” no Ep “Influir” pela Tamborete Records. A Crac abocanhou alguns prêmios de crítica e chegou a circular um vídeoclip nos tempos áureos da MTV.
Mais o que as mulheres da música estão fazendo hoje na Bahia? Nancy continua na ativa até hoje, capitaneou a Nancyta e os Grazzers, continua fazendo algumas pontas, sendo quase uma quarta integrante dos Retrofoguetes e prepara um disco para ser lançado ainda sem data prevista. Ex-integrantes da Shes hoje comandam a LOU.
Pitty hoje é quem melhor colhe os frutos, com uma carreira consolidada nacionalmente, decorrente de “estar no momento certo na hora certa”. Rebeca Matta lançou em 2007 o excelente disco “Rosa Sônica”. Mas uma infinidade de bandas lideradas por mulheres surgem a cada dia no solo baiano. Apontando para um cenário crescente a cada dia vide os bons lançamentos emergidos nestes últimos anos. A banda “Cof Damu” liderada por uma mulher nos vocais prepara-se para lançar o seu primeiro disco pela “Som Livre Apresenta”. A LOU hoje conta nos vocais com a ex-participante de um reality show nacional “Danny Nascimento”, a cantora Rebeca Matta segue divulgando o seu mais recente trabalho.
O que fica disso tudo é um cenário plural, não só no que se refere à qualidade musical, mas no que tange a representatividade feminina na música independente contemporânea.
Corra atrás:
http://www.myspace.com/loudevir
http://www.myspace.com/cofdamu
http://www.myspace.com/nancyviegas
http://www.rebecamatta.com.br
http://www.lou.com.br
Mário-Jr. - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical. .
Myspace: http://www.myspace.com/riffsjr
Os anos 90 foi responsável por boas bandas de mulheres na Bahia como: A Shes (Que tinha Pitty na bateria), Ulo Selvagem (comandada pó Sandra-ACCR), e a Crac (de Nancy Viegas), Tara Code e Rebeca Matta. Ainda nos anos 90 Pitty viria a capitanear a banda Inkoma, com uma grande aceitação no cenário nacional de HC com o seu “debut” no Ep “Influir” pela Tamborete Records. A Crac abocanhou alguns prêmios de crítica e chegou a circular um vídeoclip nos tempos áureos da MTV.
Mais o que as mulheres da música estão fazendo hoje na Bahia? Nancy continua na ativa até hoje, capitaneou a Nancyta e os Grazzers, continua fazendo algumas pontas, sendo quase uma quarta integrante dos Retrofoguetes e prepara um disco para ser lançado ainda sem data prevista. Ex-integrantes da Shes hoje comandam a LOU.
Pitty hoje é quem melhor colhe os frutos, com uma carreira consolidada nacionalmente, decorrente de “estar no momento certo na hora certa”. Rebeca Matta lançou em 2007 o excelente disco “Rosa Sônica”. Mas uma infinidade de bandas lideradas por mulheres surgem a cada dia no solo baiano. Apontando para um cenário crescente a cada dia vide os bons lançamentos emergidos nestes últimos anos. A banda “Cof Damu” liderada por uma mulher nos vocais prepara-se para lançar o seu primeiro disco pela “Som Livre Apresenta”. A LOU hoje conta nos vocais com a ex-participante de um reality show nacional “Danny Nascimento”, a cantora Rebeca Matta segue divulgando o seu mais recente trabalho.
O que fica disso tudo é um cenário plural, não só no que se refere à qualidade musical, mas no que tange a representatividade feminina na música independente contemporânea.
Corra atrás:
http://www.myspace.com/loudevir
http://www.myspace.com/cofdamu
http://www.myspace.com/nancyviegas
http://www.rebecamatta.com.br
http://www.lou.com.br
Mário-Jr. - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical. .
Myspace: http://www.myspace.com/riffsjr
sexta-feira, abril 18, 2008
Frente Parlamentar em Defesa da Música
Deputado Edgar Mão Branca , que também é cantor de forró, canta ao lado do cantor e compositor baiano Xangai dentro de uma gaiola improvisada em corredor da Câmara dos Deputados. Ato ocorreu no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Música, dos Compositores e dos Músicos Brasileiros. Mão Branca presidirá a frente. (Foto: Edson Santos / Agência Câmara)O ato marca o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Música, dos Compositores e Músicos Brasileiros. O objetivo da Frente é defender o aperfeiçoamento da legislação do setor e discutir questões como a arrecadação de direitos autorais e o pagamento de "jabás" pelas gravadoras para que as emissoras de rádio toquem determinadas músicasSala principal do TCA em Maio
Dias 17 e 18
MÚSICA: PROJETO MPB PETROBRAS – CHICO CÉSAR
O cantor e compositor Chico César abre a temporada 2008 do Projeto MPB Petrobras. O paraibano apresenta um show com Músicas antigas, músicas do seu último CD De uns tempos para cá, e canções do próximo disco Francisco, Forró y Frevo, previsto para ser lançado no fim de maio.Horário: 21h Ingresso (inteira): R$ 14

Lampirônicos na Concha em maio

Dia 10 de Maio na Concha Acústica do TCA
MÚSICA: NAÇÃO ZUMBI E LAMPIRÔNICOSA banda Nação Zumbi traz a Salvador a turnê do seu sétimo e mais novo CD Fome de tudo, com a música de trabalho Bossa Nostra. O show também relembra músicas de discos anteriores. A abertura do show fica por conta da banda Lampirônicos, trazendo na bagagem músicas do recém lançado CD “Caia na Madrugada”.Horário: 18h30Ingressos a venda (inteira): R$30

By Coquetel Molotov - Júlia Says
Júlia Says realiza temporada de shows em São PauloO grupo pernambucano Júlia Says já está de malas prontas para passar um mês em São Paulo no embalo da ótima repercussão obtida pelo seu EP de estréia lançado pela Bazuka Discos. A princípio, a banda formada por Pauliño Nunes (guitarra / vocal / sintetizadores) e Anthony Diego (bateria / programações) toca em cinco datas em São Paulo entre o final de Abril e início de Maio, mas novos convites estão surgindo para shows da dupla em outras cidades.
Considerada uma das revelações do festival Rec-Beat deste ano, a Júlia Says coleciona elogios em sua breve trajetória de menos de um ano de vida. A música do grupo trafega pela eletrônica e se deixa levar por elementos de rock, soul e MPB, com influências de artistas tão diferentes quanto M.I.A., Gorillaz e Itamar Assumpção. Os arranjos são feitos de modo colaborativo, no qual há várias interferências e sugestões entre as funções de cada um no projeto.
O nome do grupo vem do livro infantil "A Casa das Idéias", de Pedro Veludo. No livro, o autor fala de uma personagem chamada Júlia que, com vontade de escrever um livro, queria uma história que não começasse com "Era uma vez...", nem terminasse com "...e foram felizes para sempre". E é com essa vontade de criar música nova e livre que a Júlia Says vem se sobressaindo no sempre criativo cenário musical pernambucano com uma boa performance ao vivo, onde suas músicas ganham mais vida e energia.
TURNÊ JÚLIA SAYS EM SÃO PAULO18/04 - Festa do programa "Independência ou Marte" - Armazém - São Carlos - SP19/04 - Clube Praga - São Paulo25/04 - Pocket-show - Livraria da Vila - São Paulo01.05 - Projeto "Cedo e Sentado" - Studio SP - São Paulo02.05 - Festa Brasa - Clube Berlim - São PauloMais informações: www.myspace.com/juliadisse
VI Festival de Música Educadora FM A Mais Completa Tradução da Música Baiana
A 107,5 Educadora FM lançou a sexta edição do Festival de Música Educadora FM, cujo objetivo é fomentar o surgimento de novos valores da música brasileira. O Festival tem inscrições abertas entre 2 de abril e 2 de junho de 2008. O Festival oferece, também, uma premiação em dinheiro aos primeiros colocados nas categorias Melhor Música com Letra, melhor M úsica Instrumental, Melhor Arranjo, Melhor Intérprete Vocal e Melhor Intérprete Instrumental, além da gravação de um CD com as 14 músicas mais bem colocadas. O evento final acontecerá em dezembro, quando serão conhecidas as 14 melhores obras que comporão o CD do Festival, sendo revelados, também na ocasião, os vencedores das mais diversas categorias.
A 107,5 Educadora FM lançou a sexta edição do Festival de Música Educadora FM, cujo objetivo é fomentar o surgimento de novos valores da música brasileira. O Festival tem inscrições abertas entre 2 de abril e 2 de junho de 2008. O Festival oferece, também, uma premiação em dinheiro aos primeiros colocados nas categorias Melhor Música com Letra, melhor M úsica Instrumental, Melhor Arranjo, Melhor Intérprete Vocal e Melhor Intérprete Instrumental, além da gravação de um CD com as 14 músicas mais bem colocadas. O evento final acontecerá em dezembro, quando serão conhecidas as 14 melhores obras que comporão o CD do Festival, sendo revelados, também na ocasião, os vencedores das mais diversas categorias.
VI Festival de Música Educadora FMA Mais Completa Tradução da Música Baiana
InscriçõesAs inscrições podem ser feitas de 2 de abril a 2 de junho de 2008, de segunda a sexta, das 14h às 17h, na sede da 107,05 Educadora FM.Endereço:R. Pedro Gama, 413/E, Alto do Sobradinho, FederaçãoCEP: 40231-000 - Salvador - Bahia
Ficha de Inscrição
Download da ficha de inscrição
InscriçõesAs inscrições podem ser feitas de 2 de abril a 2 de junho de 2008, de segunda a sexta, das 14h às 17h, na sede da 107,05 Educadora FM.Endereço:R. Pedro Gama, 413/E, Alto do Sobradinho, FederaçãoCEP: 40231-000 - Salvador - Bahia
Ficha de Inscrição
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Sintonize
Programa Multicultura todos os dias às 12:00 EDUCADORA FM 107,5 - As sextas-feiras rola Messias GB na coluna Audiosfera- Sobre Música-
quinta-feira, abril 17, 2008
Sobre o Jabá
Sobre o Jabá
Por: Mauro Dias
A música brasileira entrou num impressionante processo de decadência. Errado. A música brasileira continua boa como sempre. Há grandes compositores, cantores, instrumentistas. Mas não é possível dizer que estejam em atuação. Tentam atuar. Não têm onde. Tentam viver da arte – tolice. São dentistas, fiscais do INSS, professores, motoristas de táxi, balconistas, colunistas de jornais – essas atividades garantem a sobrevivência. Tomam tempo – a criação artística, que é a atividade principal (estamos falando de artistas) acaba sendo deixada para as horas possíveis. A música brasileira que toca nos rádios, na televisão, nos grandes palcos, nos estádios, nas festas de São João, no carnaval, nas convenções de criadores de gado é que está em decadência. E só ela que aparece. A outra música, a boa, existe, mas não aparece. A culpa é dos radialistas, dos que montam trilhas sonoras de televisão, dos executivos das gravadoras, dos produtores de discos e espetáculos, dos marqueteiros da indústria de entretenimento. Essa gente criminosa está transformando, conscientemente, coração em tripa. É responsável pela seleção do que você ouve e deixa de ouvir. Essa gente está assassinando o que há de mais rico em nossa produção cultural. E ganhando muito, muito, muito dinheiro.É essa a idéia. Ganhar dinheiro, e dane-se o resto. Um disco, na indústria, não é chamado de disco, mas de "produto". O produto precisa vender. Para que o produto venda, precisa ser exibido. Até agora, apenas regra de mercado, nada demais. No entanto, para que seja exibido, paga-se ao exibidor – ao programador de rádio, ao apresentador de programa de auditório televisivo. Como são muitos, os produtos, sobe o cachê do exibidor. É uma prática antiga, tem até nome: jabá. Paga-se o jabá para que a música toque, sempre foi assim. Mas o mecanismo perverso foi ficando mais perverso. Quem pode pagar mais, consegue maior número de execuções. Isso é reproduzido no País inteiro. Quem pode pagar mais, escolhe o que você vai ouvir. E você fica achando que é só aquilo que se produz de música. Porque é só aquilo que está ao seu alcance. Quem não paga, não toca. Não existe.Há alguns anos, uma igreja evangélica comprou a rádio FM Musical, de São Paulo, capital. Era uma rádio que só tocava música brasileira. Praticava o jabá, como todas, mas como a audiência era menor, o preço era menor. O que permitia o acesso às ondas sonoras a alguns artistas menos conhecidos – os tais que são dentistas ou fiscais do INSS. Às vezes, até sem pagamento de jabá programava a execução deles. Misturava um pouco de "música de mercado" e de música de verdade. Talvez por isso não tenha resistido. Há práticas alternativas de jabá. Um famoso letrista fez um disco independente, comemorativo de tantos anos de idade e de carreira. Armou pequeno esquema, alternativo, de distribuição do disco. Fiou-se, talvez, no nome famoso. Ouviu dos intermediários dos programadores de várias rádios: "Dá um aparelho de fax para ele que ele toca seu disco."O retorno do investimento dos que pagam mesmo o jabá, o dinheiro alto, sai da venda de discos e shows, da venda de bonecos, camisetas, roupinhas para crianças, sorvetes, biscoitos, bicicletas, sandálias, lancheirinhas, pegadores de cabelo, batons, perfumes, roupas de cama e banho, coleções de lápis de cor ou o que se possa imaginar que possa ter estampada a marca do "ídolo". O "ídolo", por seu turno, cumpre a maratona de estar presente em todos os programas televisivos de auditório, garantindo audiência que vende os anúncios que sustentam os programas e fazendo a roda rodar, o preço subir. A presença do "ídolo" pode mesmo ser indireta: o apresentador Raul Gil, da TV Record, prepara novos consumidores da bunda-music promovendo concurso de imitação do rebolado da Carla Perez, ex-É o Tchan. As candidatas têm 5, 6, 7 anos de idade. Não há questão moral a ser considerada. O negócio é dinheiro. Um bom compositor, cantor, instrumentista vai ter de se submeter a determinados imperativos (ditados pelos que pagam a execução) ou fica de fora. Quem não entrar no esquema não aparece. Quem quer entrar no sistema precisa ter muito dinheiro – precisa pagar mais ainda, porque as "vagas" são limitadas. Se entra um, sai outro. Por isso existem as vogas, as ondas – um ano de música sertaneja, um ano de axé music, um ano de falsas louras bundudas, um ano de pagodeiros de butique, um ano de forró deformado, desforrozado (é o que se anuncia: preparem-se). E o preço vai subindo, a cada nova etapa da substituição.Só quem entra no esquema, claro, é a grande indústria, que tem o dinheiro – e que inventou o esquema, afinal. No início da década de 90, o compositor Ivan Lins, com seu parceiro Vítor Martins, fundaram a gravadora Velas, para dar voz a uma quantidade imensa de músicos que eles conheciam, mas que estavam fora do mercado. Nomes como os de Edu Lobo, Fátima Guedes, Almir Sater, Pena Branca e Xavantinho, Guinga. Aliás, o primeiro disco da gravadora foi o primeiro disco de Guinga. A Velas tinha uma proposta musical alternativa ao padrão imposto pela grande indústria. Montou estrutura, divulgação e distribuição nacionais. O vendedor da Velas ia ao lojista oferecer o produto. Ouvia: "Quero, mas não vou pagar agora, pago se vender." Três meses depois, voltava o vendedor, para oferecer novo produto e cobrar o outro – que havia sido vendido. Ouvia: "Quero o novo, mas não pago o antigo, porque tenho de pagar à multinacional Tal, ou ela não me entrega a dupla sertaneja Qual & Pau." Acontece que a dupla sertaneja Qual & Pau (pense na que quiser: Leonardos, Chitãozinhos, ou substitua dupla sertaneja por grupo de pagode ou por banda de axé) tem música na trilha da novela, paga para tocar em todos os programas de auditório e em todas as rádios – como o lojista pode ficar sem a dupla? Então, o lojista paga a gravadora que tem sob contrato a dupla sertaneja e não paga nunca a Velas, que tem o Edu Lobo (que infelizmente não tem música em novela nem toca em programa de auditório, muito menos no rádio). Perda por perda, o vendedor da Velas deixa o novo disco, sem receber pelo antigo – e assim a coisa seguiu. Em algum tempo, a Velas faliu. Está, no momento, porque os sócios são loucos idealistas, tentando voltar ao mercado.Ou seja, estamos falando de economia, de lobbys, de pressões, não de música. Disco é negócio, todos sabemos. Precisa pagar-se, dar lucro. A questão é que os executivos do mundo do disco concluíram que o povo é burro e só vai consumir música burra. Então, o executivo da fábrica X inventa um grupo de pagode, paga para que ele apareça muito, etc. O da fábrica Y diz: "Este filão dá certo, vou nele", e inventa um grupo de pagode que imita aquele primeiro. É só o que eles fazem. Clonam-se uns aos outros. Se o Chico Buarque fosse bater à porta de uma gravadora hoje (Chico sabe disso, já disse que sabe disso) ouviria que sua música é "difícil" e não se enquadra nos "padrões da companhia". O mesmo com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Egberto Gismonti, Edu Lobo, Tom Jobim, Noel Rosa, Zeca Pagodinho, Cartola, Nélson Cavaquinho, Wagner Tiso: todos "difíceis", fora do padrão. Claro: é preciso contratar o pagodeiro barato porque ele é orientável. Faça isso, faça aquilo, cante assim, vista-se assado, vá ao programa tal, diga tal coisa, mexa as cadeiras desse modo – e, sobretudo, não faça música. Ninguém trataria assim o Chico Barque – e já que ele não pode ser tratado assim, como coisa, como objeto, como ponta-de-lança de uma campanha de vendas, então afaste-se o Chico Buarque. Ele é "difícil".Enquanto isso, o ouvinte vai acostumando o ouvido com as barbaridades criadas nos laboratórios de marketing das companhias de disco – padres cantores, traseiros cantores, sadomasoquistas cantores, falsas louras cantoras, negões vitaminados cantores. E perde a capacidade de comparar – comparar com o quê? O padre cantor com o traseiro cantor? Não há diferença. O ouvinte fica sem possibilidade de julgar (na verdade ele pensa que está escolhendo o grupo pagodeiro tal, quando, de fato, só sobrou para ele o grupo pagodeiro tal).E os criadores... Bem, os criadores, os artistas verdadeiros, que existem, quase ninguém sabe, vão resistindo o quanto podem. Um dia, desistem – os novos Chicos e Caetanos, as novas Elis Reginas e Nanas Caymmis, os novos Jobins e Fátimas Guedes um dia desistirão. Precisam comer, vestir-se, sustentar filhos. A ganância dos executivos está promovendo um massacre da cultura brasileira que talvez não tenha similar na história da humanidade. Estão matando de fome o que temos de mais rico – nossa música. Matando de fome a inteligência e a sensibilidade.Nota do EditorTexto gentilmente cedido pelo autor. Publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo em junho de 1999.
A música brasileira entrou num impressionante processo de decadência. Errado. A música brasileira continua boa como sempre. Há grandes compositores, cantores, instrumentistas. Mas não é possível dizer que estejam em atuação. Tentam atuar. Não têm onde. Tentam viver da arte – tolice. São dentistas, fiscais do INSS, professores, motoristas de táxi, balconistas, colunistas de jornais – essas atividades garantem a sobrevivência. Tomam tempo – a criação artística, que é a atividade principal (estamos falando de artistas) acaba sendo deixada para as horas possíveis. A música brasileira que toca nos rádios, na televisão, nos grandes palcos, nos estádios, nas festas de São João, no carnaval, nas convenções de criadores de gado é que está em decadência. E só ela que aparece. A outra música, a boa, existe, mas não aparece. A culpa é dos radialistas, dos que montam trilhas sonoras de televisão, dos executivos das gravadoras, dos produtores de discos e espetáculos, dos marqueteiros da indústria de entretenimento. Essa gente criminosa está transformando, conscientemente, coração em tripa. É responsável pela seleção do que você ouve e deixa de ouvir. Essa gente está assassinando o que há de mais rico em nossa produção cultural. E ganhando muito, muito, muito dinheiro.É essa a idéia. Ganhar dinheiro, e dane-se o resto. Um disco, na indústria, não é chamado de disco, mas de "produto". O produto precisa vender. Para que o produto venda, precisa ser exibido. Até agora, apenas regra de mercado, nada demais. No entanto, para que seja exibido, paga-se ao exibidor – ao programador de rádio, ao apresentador de programa de auditório televisivo. Como são muitos, os produtos, sobe o cachê do exibidor. É uma prática antiga, tem até nome: jabá. Paga-se o jabá para que a música toque, sempre foi assim. Mas o mecanismo perverso foi ficando mais perverso. Quem pode pagar mais, consegue maior número de execuções. Isso é reproduzido no País inteiro. Quem pode pagar mais, escolhe o que você vai ouvir. E você fica achando que é só aquilo que se produz de música. Porque é só aquilo que está ao seu alcance. Quem não paga, não toca. Não existe.Há alguns anos, uma igreja evangélica comprou a rádio FM Musical, de São Paulo, capital. Era uma rádio que só tocava música brasileira. Praticava o jabá, como todas, mas como a audiência era menor, o preço era menor. O que permitia o acesso às ondas sonoras a alguns artistas menos conhecidos – os tais que são dentistas ou fiscais do INSS. Às vezes, até sem pagamento de jabá programava a execução deles. Misturava um pouco de "música de mercado" e de música de verdade. Talvez por isso não tenha resistido. Há práticas alternativas de jabá. Um famoso letrista fez um disco independente, comemorativo de tantos anos de idade e de carreira. Armou pequeno esquema, alternativo, de distribuição do disco. Fiou-se, talvez, no nome famoso. Ouviu dos intermediários dos programadores de várias rádios: "Dá um aparelho de fax para ele que ele toca seu disco."O retorno do investimento dos que pagam mesmo o jabá, o dinheiro alto, sai da venda de discos e shows, da venda de bonecos, camisetas, roupinhas para crianças, sorvetes, biscoitos, bicicletas, sandálias, lancheirinhas, pegadores de cabelo, batons, perfumes, roupas de cama e banho, coleções de lápis de cor ou o que se possa imaginar que possa ter estampada a marca do "ídolo". O "ídolo", por seu turno, cumpre a maratona de estar presente em todos os programas televisivos de auditório, garantindo audiência que vende os anúncios que sustentam os programas e fazendo a roda rodar, o preço subir. A presença do "ídolo" pode mesmo ser indireta: o apresentador Raul Gil, da TV Record, prepara novos consumidores da bunda-music promovendo concurso de imitação do rebolado da Carla Perez, ex-É o Tchan. As candidatas têm 5, 6, 7 anos de idade. Não há questão moral a ser considerada. O negócio é dinheiro. Um bom compositor, cantor, instrumentista vai ter de se submeter a determinados imperativos (ditados pelos que pagam a execução) ou fica de fora. Quem não entrar no esquema não aparece. Quem quer entrar no sistema precisa ter muito dinheiro – precisa pagar mais ainda, porque as "vagas" são limitadas. Se entra um, sai outro. Por isso existem as vogas, as ondas – um ano de música sertaneja, um ano de axé music, um ano de falsas louras bundudas, um ano de pagodeiros de butique, um ano de forró deformado, desforrozado (é o que se anuncia: preparem-se). E o preço vai subindo, a cada nova etapa da substituição.Só quem entra no esquema, claro, é a grande indústria, que tem o dinheiro – e que inventou o esquema, afinal. No início da década de 90, o compositor Ivan Lins, com seu parceiro Vítor Martins, fundaram a gravadora Velas, para dar voz a uma quantidade imensa de músicos que eles conheciam, mas que estavam fora do mercado. Nomes como os de Edu Lobo, Fátima Guedes, Almir Sater, Pena Branca e Xavantinho, Guinga. Aliás, o primeiro disco da gravadora foi o primeiro disco de Guinga. A Velas tinha uma proposta musical alternativa ao padrão imposto pela grande indústria. Montou estrutura, divulgação e distribuição nacionais. O vendedor da Velas ia ao lojista oferecer o produto. Ouvia: "Quero, mas não vou pagar agora, pago se vender." Três meses depois, voltava o vendedor, para oferecer novo produto e cobrar o outro – que havia sido vendido. Ouvia: "Quero o novo, mas não pago o antigo, porque tenho de pagar à multinacional Tal, ou ela não me entrega a dupla sertaneja Qual & Pau." Acontece que a dupla sertaneja Qual & Pau (pense na que quiser: Leonardos, Chitãozinhos, ou substitua dupla sertaneja por grupo de pagode ou por banda de axé) tem música na trilha da novela, paga para tocar em todos os programas de auditório e em todas as rádios – como o lojista pode ficar sem a dupla? Então, o lojista paga a gravadora que tem sob contrato a dupla sertaneja e não paga nunca a Velas, que tem o Edu Lobo (que infelizmente não tem música em novela nem toca em programa de auditório, muito menos no rádio). Perda por perda, o vendedor da Velas deixa o novo disco, sem receber pelo antigo – e assim a coisa seguiu. Em algum tempo, a Velas faliu. Está, no momento, porque os sócios são loucos idealistas, tentando voltar ao mercado.Ou seja, estamos falando de economia, de lobbys, de pressões, não de música. Disco é negócio, todos sabemos. Precisa pagar-se, dar lucro. A questão é que os executivos do mundo do disco concluíram que o povo é burro e só vai consumir música burra. Então, o executivo da fábrica X inventa um grupo de pagode, paga para que ele apareça muito, etc. O da fábrica Y diz: "Este filão dá certo, vou nele", e inventa um grupo de pagode que imita aquele primeiro. É só o que eles fazem. Clonam-se uns aos outros. Se o Chico Buarque fosse bater à porta de uma gravadora hoje (Chico sabe disso, já disse que sabe disso) ouviria que sua música é "difícil" e não se enquadra nos "padrões da companhia". O mesmo com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Egberto Gismonti, Edu Lobo, Tom Jobim, Noel Rosa, Zeca Pagodinho, Cartola, Nélson Cavaquinho, Wagner Tiso: todos "difíceis", fora do padrão. Claro: é preciso contratar o pagodeiro barato porque ele é orientável. Faça isso, faça aquilo, cante assim, vista-se assado, vá ao programa tal, diga tal coisa, mexa as cadeiras desse modo – e, sobretudo, não faça música. Ninguém trataria assim o Chico Barque – e já que ele não pode ser tratado assim, como coisa, como objeto, como ponta-de-lança de uma campanha de vendas, então afaste-se o Chico Buarque. Ele é "difícil".Enquanto isso, o ouvinte vai acostumando o ouvido com as barbaridades criadas nos laboratórios de marketing das companhias de disco – padres cantores, traseiros cantores, sadomasoquistas cantores, falsas louras cantoras, negões vitaminados cantores. E perde a capacidade de comparar – comparar com o quê? O padre cantor com o traseiro cantor? Não há diferença. O ouvinte fica sem possibilidade de julgar (na verdade ele pensa que está escolhendo o grupo pagodeiro tal, quando, de fato, só sobrou para ele o grupo pagodeiro tal).E os criadores... Bem, os criadores, os artistas verdadeiros, que existem, quase ninguém sabe, vão resistindo o quanto podem. Um dia, desistem – os novos Chicos e Caetanos, as novas Elis Reginas e Nanas Caymmis, os novos Jobins e Fátimas Guedes um dia desistirão. Precisam comer, vestir-se, sustentar filhos. A ganância dos executivos está promovendo um massacre da cultura brasileira que talvez não tenha similar na história da humanidade. Estão matando de fome o que temos de mais rico – nossa música. Matando de fome a inteligência e a sensibilidade.Nota do EditorTexto gentilmente cedido pelo autor. Publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo em junho de 1999.
quarta-feira, abril 16, 2008
segunda-feira, abril 14, 2008
Artistas e gravadoras aderem a novas mídias para confrontar a rivalidade da internet e a pirataria
Por:Ivan Marques
Se fora do país a coisa já não vai muito bem, imagine aqui no Brasil, onde a pirataria come solta. E se existe um grande culpado para que os discos falsos tenham conquistado tanta gente é o alto preço, para a maioria da população – incluindo aí os jovens que sustentavam a compra com as mesadas –, dos discos vendidos nas lojas. As gravadoras cavaram a própria cova quando aumentaram significativamente o valor dos CDs, supervalorizaram os lucros e não perceberam que a tecnologia digital estava conquistando o público.
A prova disso é que, quando a pressão se tornou mais forte, elas baixaram o valor dos discos, contradizendo as declarações do início da crise, quando faziam questão de deixar claro a impossibilidade de abaixar o preço dos CDs. Já é possível, novamente, encontrar álbuns de grandes artistas nacionais e internacionais até por menos de R$20.“Nós também achamos que a queda dos preços dos CDs é um grande negócio e mais discos poderiam ser vendidos. A indústria é baseada em um modelo ultrapassado e muitas das grandes gravadoras têm que esquecer o antigo e entender essa mudança”, declara McCleave.
Já o empresário Armando Borri, da Flashpoint, não demonstra tanta esperança assim no futuro do mercado. “Cara, abaixou muito pouco. Pode fazer o que quiser, trazer artista, fazer show, dar brinde. Enquanto o pessoal lá das gravadoras quiser ganhar um alto salário e viajar para a Europa duas vezes no ano, não vai ter saída”, declara. “É um problema na maneira como a coisa tem sido dirigida. Uma questão de receita e despesa. É muita grana para um Michael Jackson ganhar US$20 milhões em um contrato e fazer só um disco e ruim. Alguém tem que pagar a conta”, diz Borri, referindo-se ao bilionário contrato do Rei do Pop com a Sony Music no qual ele receberia cerca de US$1bi para lançar seis discos em 15 anos e só fez três.
Ex-sócio da Aky Discos, que chegou a ter 18 lojas e fechou as portas em 1999, o empresário Paulo Roberto Aguiar culpa também a falta de fiscalização e poder de polícia. “Se alguém abrir uma banca vendendo discos originais no meio da rua é capaz da fiscalização vir e fechar. Mas o que a gente vê são os fiscais e a própria polícia comprando CD pirata”, opina.
“Acho que também falta sensibilidade ao público. Às vezes, eles acham que o aparelho está com defeito, mas na verdade é o disco falso que é prejudicial ao equipamento. Deveria ter uma campanha esclarecedora, parece que há uma conivência”, acredita Aguiar. Hoje, ele é dono da gravadora Estação CD. “É o mesmo sofrimento, a gente tá do mesmo jeito. Eu vendo álbuns por R$7 e mesmo assim eles são pirateados”.
Borri se considera o “herói da resistência”. Ele acredita que em Salvador só vão sobreviver pequenas lojas especializadas em um público ou megastores. “Se o cara fizer um lugar só com discos de blues ou jazz, para as pessoas que gostam desses estilos, é capaz de conseguir funcionar. Lojas como a Flashpoint vão durar pouco, deve ter umas dez no país iguais a gente”, argumenta.
Quem ainda consegue se sustentar são as lojas voltadas para CDs e DVDs bem populares, localizadas principalmente no centro da cidade, como o Atacadão dos Discos (próximo ao Elevador Lacerda) e outras no Pelourinho voltadas à venda de álbuns para turistas.
“Pô, os sete mil discos que eu tenho em 200 metros quadrados, você bota em um mp4 desses por aí”, crê Borri que, visualizando a falta de futuro no meio, já está montando um restaurante no Comércio.
Tanto os artistas como as indústrias estão procurando formas de se adaptar às novas mídias. No últimos anos, os músicos tentaram inovar para continuar faturando com a venda do seu trabalho. Depois de começarem a vender as faixas separadamente nos próprios sites, eles buscaram novas estratégias.
O White Stripes vendeu o mais recente disco, Icky Thump, também em uma versão, no mínimo, criativa. Por US$57,50 – preço salgado – o fã levava as músicas do CD em um dos dois diferentes pen drives estilizados, com desenhos dos integrantes Jack e Meg White, com capacidade de 512MB. A novidade será repetida na trilha sonora de The Rolling Stones - Shine a light, filme em cartaz em Salvador.
O Radiohead lançou In rainbows primeiramente na internet e pediu que os internautas pagassem o que eles achassem que o disco merecia. O Muse já avisou que não vai mais lançar discos, apenas lançar singles a cada dois ou três meses.
Recentemente, depois de Madonna e U2, foi a vez de outro gigante, o rapper Jay-Z, largar a gravadora e assinar contrato de US$150 milhões com a megaprodutora de shows Live Nation. Além de faturar com os discos, agora os artistas vão passar a ganhar mais em cima de apresentações ao vivo.
As gravadoras parecem voltar os olhos para as vendas na internet e de toques para telefones celulares, que cresceram muito ano passado de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Disco. A comercialização de música na internet deu um salto de 1.616% e a dos ringtones de 127%. Foram R$24,5 milhões de movimentação no setor digital, 24% com venda pela internet e 76% da receita vindo da telefonia móvel. Entretanto, as duas formas de comércio só respondem por 8% do faturamento das gravadoras.
No que tange às vendas de CDs, a ABPD informa que elas caíram 19,2% em relação ao ano anterior, totalizando 24,5 milhões de unidades. Em termos financeiros, foram R$215 milhões de faturamento, o que representa uma queda de 33,2% em comparação a 2006. A venda de DVDs também caiu, mas em menor percentagem (7,5% em unidades e 26,3% no faturamento).
Um bom retrato da queda também é que a ABPD diminuiu a quantidade de unidades comercializadas para que um artista ganhe prêmios de vendagem. Até 2003, era necessário que o músico vendesse um milhão de cópias para alcançar o Disco de Diamante, maior certificação concedida. Em 2004, esse número, e todos os outros, diminuíram pela metade. Ou seja, agora, por exemplo, com apenas 50 mil CDs vendidos, o artista recebe o Disco de Ouro.
***
Independentes à frente
As bandas independentes foram as primeiras a aproveitar as facilidades da internet. Os sites que oferecem espaço para que elas divulguem seus trabalhos, como Trama Virtual, MySpace e iJigg, se multiplicam. A popularidade dos grupos no meio digital fez as gravadoras até virarem os olhos para os campeões de fãs internautas.
O maior fenômeno veio da Inglaterra, o Arctic Monkeys, que ganhou fãs virtuais e, mesmo com o compartilhamento digital de suas músicas, vendeu 120 mil cópias em um só dia do álbum de estréia Whatever people say I am, that’s what I’m not (2006), editado pela Domino Records. No Brasil, o NX Zero, grande revelação de 2007 para muita gente e artista do cast da Arsenal Music, já era conhecido na internet há um bom tempo, assim como Fresno, Forfun e Do Amor. Esta última, inclusive, lançou trabalho em uma das mais novas mídias do mercado e que, de acordo com seu criador, o sertanejo Ralf, tem potencial para acabar com a pirataria: o SMD.
O músico desenvolveu a mídia no final de 2003, mas desde o ano passado é ela vem ganhando mais força, com o lançamento de gente como Arnaldo Antunes, Orquestra Imperial, Wado, e até das internacionais Area51 (Japão) e Seabright (EUA), entre outros artistas de diversos gêneros musicais. Conta também o contrato assinado em 2007 com a Microservice, tradicional empresa fabricante de CDs.
A sigla significa Semi Metallic Disc e o princípio é simples, vender um trabalho original e de ótima qualidade pelo mesmo valor que um CD pirata. Para isso, o SMD reduz os custos na fabricação. Na mídia, só é prensada a liga metálica referente à real quantidade de música existente. Por exemplo, se um artista só gravou faixas que totalizam 30 minutos, o SMD dele terá metade de liga metálica e metade de acrílico, já que a nova mídia tem capacidade de armazenar 60 minutos de música, um pouco menos que o CD usual (de 70 a 80 minutos).
De acordo com o site oficial (www.portalsmd.com.br), a fabricação do SMD é 30% mais barata do que a do CD convencional. Somam-se a capa em papel cartão especial - substituindo as tradicionais de acrílico - e dispensa do encarte. Pronto, temos um disco que é vendido a R$5, preço impresso na capa. Dá para vender aos montes em shows, já que o valor é mais barato até que as bebidas de determinados locais.
Em entrevista no final do mês passado ao Folha, o cantor Wado foi taxativo: “Cinco reais é um preço ótimo. O disco tá saindo rápido, a gente vende cinco, seis, sete de uma vez só”. Se o artista quiser encartar uma revista junto, o valor aumenta em apenas um real. A tecnologia cresceu e já foram desenvolvidas alternativas ao DVD (SMDV), ao Dual-Disc (SMDV-2) e às mídias para videogame (SMDG).
Quem também aproveita o baixo custo do SMD são os artistas da ONG baiana Eletrocooperativa. Além de lançar trabalhos da Eletropercussiva e do Eletro Erê, a organização agora desenvolveu uma máquina para vender discos originais semelhantes às de refrigerante. Com o rótulo “Música livre, comércio justo”, a engenhoca já conta com SMDs também de Arnaldo Antunes, Cidadão Instigado e Lucas Santanna e, em breve, estará nas ruas. O interessante ainda é que a máquina conta com o valor de R$5, preço de cada CD, discriminado por item de custo: fabricação (R$1,50), imposto (R$0,50), artista (R$1,50), vendedor (R$1), Eletrocooperativa (R$0,50).
Se fora do país a coisa já não vai muito bem, imagine aqui no Brasil, onde a pirataria come solta. E se existe um grande culpado para que os discos falsos tenham conquistado tanta gente é o alto preço, para a maioria da população – incluindo aí os jovens que sustentavam a compra com as mesadas –, dos discos vendidos nas lojas. As gravadoras cavaram a própria cova quando aumentaram significativamente o valor dos CDs, supervalorizaram os lucros e não perceberam que a tecnologia digital estava conquistando o público.
A prova disso é que, quando a pressão se tornou mais forte, elas baixaram o valor dos discos, contradizendo as declarações do início da crise, quando faziam questão de deixar claro a impossibilidade de abaixar o preço dos CDs. Já é possível, novamente, encontrar álbuns de grandes artistas nacionais e internacionais até por menos de R$20.“Nós também achamos que a queda dos preços dos CDs é um grande negócio e mais discos poderiam ser vendidos. A indústria é baseada em um modelo ultrapassado e muitas das grandes gravadoras têm que esquecer o antigo e entender essa mudança”, declara McCleave.
Já o empresário Armando Borri, da Flashpoint, não demonstra tanta esperança assim no futuro do mercado. “Cara, abaixou muito pouco. Pode fazer o que quiser, trazer artista, fazer show, dar brinde. Enquanto o pessoal lá das gravadoras quiser ganhar um alto salário e viajar para a Europa duas vezes no ano, não vai ter saída”, declara. “É um problema na maneira como a coisa tem sido dirigida. Uma questão de receita e despesa. É muita grana para um Michael Jackson ganhar US$20 milhões em um contrato e fazer só um disco e ruim. Alguém tem que pagar a conta”, diz Borri, referindo-se ao bilionário contrato do Rei do Pop com a Sony Music no qual ele receberia cerca de US$1bi para lançar seis discos em 15 anos e só fez três.
Ex-sócio da Aky Discos, que chegou a ter 18 lojas e fechou as portas em 1999, o empresário Paulo Roberto Aguiar culpa também a falta de fiscalização e poder de polícia. “Se alguém abrir uma banca vendendo discos originais no meio da rua é capaz da fiscalização vir e fechar. Mas o que a gente vê são os fiscais e a própria polícia comprando CD pirata”, opina.
“Acho que também falta sensibilidade ao público. Às vezes, eles acham que o aparelho está com defeito, mas na verdade é o disco falso que é prejudicial ao equipamento. Deveria ter uma campanha esclarecedora, parece que há uma conivência”, acredita Aguiar. Hoje, ele é dono da gravadora Estação CD. “É o mesmo sofrimento, a gente tá do mesmo jeito. Eu vendo álbuns por R$7 e mesmo assim eles são pirateados”.
Borri se considera o “herói da resistência”. Ele acredita que em Salvador só vão sobreviver pequenas lojas especializadas em um público ou megastores. “Se o cara fizer um lugar só com discos de blues ou jazz, para as pessoas que gostam desses estilos, é capaz de conseguir funcionar. Lojas como a Flashpoint vão durar pouco, deve ter umas dez no país iguais a gente”, argumenta.
Quem ainda consegue se sustentar são as lojas voltadas para CDs e DVDs bem populares, localizadas principalmente no centro da cidade, como o Atacadão dos Discos (próximo ao Elevador Lacerda) e outras no Pelourinho voltadas à venda de álbuns para turistas.
“Pô, os sete mil discos que eu tenho em 200 metros quadrados, você bota em um mp4 desses por aí”, crê Borri que, visualizando a falta de futuro no meio, já está montando um restaurante no Comércio.
Tanto os artistas como as indústrias estão procurando formas de se adaptar às novas mídias. No últimos anos, os músicos tentaram inovar para continuar faturando com a venda do seu trabalho. Depois de começarem a vender as faixas separadamente nos próprios sites, eles buscaram novas estratégias.
O White Stripes vendeu o mais recente disco, Icky Thump, também em uma versão, no mínimo, criativa. Por US$57,50 – preço salgado – o fã levava as músicas do CD em um dos dois diferentes pen drives estilizados, com desenhos dos integrantes Jack e Meg White, com capacidade de 512MB. A novidade será repetida na trilha sonora de The Rolling Stones - Shine a light, filme em cartaz em Salvador.
O Radiohead lançou In rainbows primeiramente na internet e pediu que os internautas pagassem o que eles achassem que o disco merecia. O Muse já avisou que não vai mais lançar discos, apenas lançar singles a cada dois ou três meses.
Recentemente, depois de Madonna e U2, foi a vez de outro gigante, o rapper Jay-Z, largar a gravadora e assinar contrato de US$150 milhões com a megaprodutora de shows Live Nation. Além de faturar com os discos, agora os artistas vão passar a ganhar mais em cima de apresentações ao vivo.
As gravadoras parecem voltar os olhos para as vendas na internet e de toques para telefones celulares, que cresceram muito ano passado de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Disco. A comercialização de música na internet deu um salto de 1.616% e a dos ringtones de 127%. Foram R$24,5 milhões de movimentação no setor digital, 24% com venda pela internet e 76% da receita vindo da telefonia móvel. Entretanto, as duas formas de comércio só respondem por 8% do faturamento das gravadoras.
No que tange às vendas de CDs, a ABPD informa que elas caíram 19,2% em relação ao ano anterior, totalizando 24,5 milhões de unidades. Em termos financeiros, foram R$215 milhões de faturamento, o que representa uma queda de 33,2% em comparação a 2006. A venda de DVDs também caiu, mas em menor percentagem (7,5% em unidades e 26,3% no faturamento).
Um bom retrato da queda também é que a ABPD diminuiu a quantidade de unidades comercializadas para que um artista ganhe prêmios de vendagem. Até 2003, era necessário que o músico vendesse um milhão de cópias para alcançar o Disco de Diamante, maior certificação concedida. Em 2004, esse número, e todos os outros, diminuíram pela metade. Ou seja, agora, por exemplo, com apenas 50 mil CDs vendidos, o artista recebe o Disco de Ouro.
***
Independentes à frente
As bandas independentes foram as primeiras a aproveitar as facilidades da internet. Os sites que oferecem espaço para que elas divulguem seus trabalhos, como Trama Virtual, MySpace e iJigg, se multiplicam. A popularidade dos grupos no meio digital fez as gravadoras até virarem os olhos para os campeões de fãs internautas.
O maior fenômeno veio da Inglaterra, o Arctic Monkeys, que ganhou fãs virtuais e, mesmo com o compartilhamento digital de suas músicas, vendeu 120 mil cópias em um só dia do álbum de estréia Whatever people say I am, that’s what I’m not (2006), editado pela Domino Records. No Brasil, o NX Zero, grande revelação de 2007 para muita gente e artista do cast da Arsenal Music, já era conhecido na internet há um bom tempo, assim como Fresno, Forfun e Do Amor. Esta última, inclusive, lançou trabalho em uma das mais novas mídias do mercado e que, de acordo com seu criador, o sertanejo Ralf, tem potencial para acabar com a pirataria: o SMD.
O músico desenvolveu a mídia no final de 2003, mas desde o ano passado é ela vem ganhando mais força, com o lançamento de gente como Arnaldo Antunes, Orquestra Imperial, Wado, e até das internacionais Area51 (Japão) e Seabright (EUA), entre outros artistas de diversos gêneros musicais. Conta também o contrato assinado em 2007 com a Microservice, tradicional empresa fabricante de CDs.
A sigla significa Semi Metallic Disc e o princípio é simples, vender um trabalho original e de ótima qualidade pelo mesmo valor que um CD pirata. Para isso, o SMD reduz os custos na fabricação. Na mídia, só é prensada a liga metálica referente à real quantidade de música existente. Por exemplo, se um artista só gravou faixas que totalizam 30 minutos, o SMD dele terá metade de liga metálica e metade de acrílico, já que a nova mídia tem capacidade de armazenar 60 minutos de música, um pouco menos que o CD usual (de 70 a 80 minutos).
De acordo com o site oficial (www.portalsmd.com.br), a fabricação do SMD é 30% mais barata do que a do CD convencional. Somam-se a capa em papel cartão especial - substituindo as tradicionais de acrílico - e dispensa do encarte. Pronto, temos um disco que é vendido a R$5, preço impresso na capa. Dá para vender aos montes em shows, já que o valor é mais barato até que as bebidas de determinados locais.
Em entrevista no final do mês passado ao Folha, o cantor Wado foi taxativo: “Cinco reais é um preço ótimo. O disco tá saindo rápido, a gente vende cinco, seis, sete de uma vez só”. Se o artista quiser encartar uma revista junto, o valor aumenta em apenas um real. A tecnologia cresceu e já foram desenvolvidas alternativas ao DVD (SMDV), ao Dual-Disc (SMDV-2) e às mídias para videogame (SMDG).
Quem também aproveita o baixo custo do SMD são os artistas da ONG baiana Eletrocooperativa. Além de lançar trabalhos da Eletropercussiva e do Eletro Erê, a organização agora desenvolveu uma máquina para vender discos originais semelhantes às de refrigerante. Com o rótulo “Música livre, comércio justo”, a engenhoca já conta com SMDs também de Arnaldo Antunes, Cidadão Instigado e Lucas Santanna e, em breve, estará nas ruas. O interessante ainda é que a máquina conta com o valor de R$5, preço de cada CD, discriminado por item de custo: fabricação (R$1,50), imposto (R$0,50), artista (R$1,50), vendedor (R$1), Eletrocooperativa (R$0,50).
Caia na madrugada
LampirônicosLançado no final de 2007 o disco Caia na Madrugada, da banda baiana Lampirônicos mostra uma banda muito mais amadurecida e repleta de influências musicais e texturas sonoras. A banda consegue unir ao seu som sonoridades contemporâneas e elementos tradicionais da música baiana e brasileira, a exemplo da guitarra baiana de responsabilidade de Robertinho Barreto, aliado as texturas sonoras do DJ Mangaio. Esse conjunto sonoro se completa ainda com a forte pegada de bateria de Emanuel Venâncio e os beats percussivos de Robson de Almeida aliado as consistentes linhas de baixo a cargo de Marcelo Santana, fechando o bando temos Vince de Mira nos vocais, que destila todas as suas referências musicais que muito bem equilibradas dialogam entre si referências regionais e contemporâneas entre cada faixa desse registro da banda, que mostra uma banda madura tanto em estúdio, quanto nos palcos onde a verve de uma banda contemporânea não se limita a utilização de recursos tecnológicos para esconder a falta de competência musical.
Destaque para as faixas: “Caia na madrugada”, “Da sua laia”, Destino e Flor. Caia na Madrugada é o terceiro álbum da banda e mostra uma banda que investe em uma produção independente de qualidade, mostrando identidade entre um repertorio autoral, e que tem nas suas apresentações ao vivo uma banda surpreendente e visceral. Para conhecer o som da banda: http://www.myspace.com/lampironicos
Mário-Jr. - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com/.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net/ Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical. Myspace: http://www.myspace.com/riffsjr
Destaque para as faixas: “Caia na madrugada”, “Da sua laia”, Destino e Flor. Caia na Madrugada é o terceiro álbum da banda e mostra uma banda que investe em uma produção independente de qualidade, mostrando identidade entre um repertorio autoral, e que tem nas suas apresentações ao vivo uma banda surpreendente e visceral. Para conhecer o som da banda: http://www.myspace.com/lampironicos
Mário-Jr. - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com/.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, é colunista do site http://www.ladonorte.net/ Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical. Myspace: http://www.myspace.com/riffsjr
quinta-feira, abril 10, 2008
Video da banda Cobalto
A banda COBALTO disponibilizou no YouTube seu primeiro vídeo clipe oficial, para a música “Fearing To Bleed”. O material contou com a produção artística da Paperball e teve participação especial nas filmagens, o guitarrista Julio Gouvêa da banda Veuliah.Em paralelo, o grupo continua agendando novas datas de sua atual turnê. Para maiores informações de como levar um show da banda COBALTO até sua cidade, basta enviar um e-mail para
shows@msmetalpress.com
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
ou ligue para (71) 8898-1735.
shows@msmetalpress.com
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ou ligue para (71) 8898-1735.
MySpace se une a grandes gravadoras para novo serviço de música digital
Da Folha Online
O MySpace anunciou nesta quinta-feira (3) uma parceria com três das maiores gravadoras do mundo para formação de uma nova plataforma de venda e exibição de músicas pela internet. Com o acordo, o site vai formar uma nova empresa com Universal Music, Warner Music e Sony BMG.
A idéia é utilizar o tráfego de audiência do MySpace para gerar receita para gravadoras e artistas, por meio de publicidade e vendas de download de músicas. Trata-se de mais uma tentativa da indústria fonográfica de lucrar com o mundo digital e compensar as perdas com vendas de CDs.
Pelo novo site, os usuários poderão baixar arquivos sem DRM (sistema que limita o número de cópias possíveis de um arquivo) e ter acesso a vídeos e canções por streaming --neste caso, a receita vai vir da publicidade presente na página. Além disso, será possível formar listas de músicas e compartilhá-las.
Também está previsto que o site ofereça download para celulares. Os artistas também poderão fazer promoções pelo site e vender outros produtos, além de músicas, como camisetas ou ingressos para shows. Atualmente, o canal de música do MySpace recebe 30 milhões de visitantes únicos por mês e tem 5 milhões de artistas cadastrados.
Ainda não há uma data certa para a estréia do novo site, mas a expectativa é que isso ocorra em três ou quatro meses nos Estados Unidos. Segundo a assessoria de imprensa do site no Brasil, o serviço também será oferecido no país, mas não há data de estréia definida.
De acordo com analistas, o negócio coloca o MySpace na briga com lojas de música digital como o iTunes, da Apple. "Eles [o MySpace] têm uma enorme comunidade que quer conversar, compartilhar e aprender sobre música", afirmou o analista Rich Greenfield, da Pali Capital, ao jornal "The New York Times". "Ninguém tem isso. Há uma descoberta de música acontecendo no MySpace que é muito mais profunda do que no iTunes", afirma.
A nova empresa, chamada MySpace Music, terá estrutura própria, com sede em Los Angeles, e uma equipe exclusiva.
O MySpace anunciou nesta quinta-feira (3) uma parceria com três das maiores gravadoras do mundo para formação de uma nova plataforma de venda e exibição de músicas pela internet. Com o acordo, o site vai formar uma nova empresa com Universal Music, Warner Music e Sony BMG.
A idéia é utilizar o tráfego de audiência do MySpace para gerar receita para gravadoras e artistas, por meio de publicidade e vendas de download de músicas. Trata-se de mais uma tentativa da indústria fonográfica de lucrar com o mundo digital e compensar as perdas com vendas de CDs.
Pelo novo site, os usuários poderão baixar arquivos sem DRM (sistema que limita o número de cópias possíveis de um arquivo) e ter acesso a vídeos e canções por streaming --neste caso, a receita vai vir da publicidade presente na página. Além disso, será possível formar listas de músicas e compartilhá-las.
Também está previsto que o site ofereça download para celulares. Os artistas também poderão fazer promoções pelo site e vender outros produtos, além de músicas, como camisetas ou ingressos para shows. Atualmente, o canal de música do MySpace recebe 30 milhões de visitantes únicos por mês e tem 5 milhões de artistas cadastrados.
Ainda não há uma data certa para a estréia do novo site, mas a expectativa é que isso ocorra em três ou quatro meses nos Estados Unidos. Segundo a assessoria de imprensa do site no Brasil, o serviço também será oferecido no país, mas não há data de estréia definida.
De acordo com analistas, o negócio coloca o MySpace na briga com lojas de música digital como o iTunes, da Apple. "Eles [o MySpace] têm uma enorme comunidade que quer conversar, compartilhar e aprender sobre música", afirmou o analista Rich Greenfield, da Pali Capital, ao jornal "The New York Times". "Ninguém tem isso. Há uma descoberta de música acontecendo no MySpace que é muito mais profunda do que no iTunes", afirma.
A nova empresa, chamada MySpace Music, terá estrutura própria, com sede em Los Angeles, e uma equipe exclusiva.
segunda-feira, abril 07, 2008
Ronei Jorge e os Ladrôes de Bicicleta
RONEI Jorge e os Ladrões de Bicicleta estréiam sábado, 22h, uma série de três shows no Balcão, no Rio Vermelho (R$7). Em cada show (os outros serão dias 12 e 26), a banda lança no MySpace três versões inéditas de canções do primeiro CD, gravadas ao vivo no Sesc Pompéia, em São Paulo, em 2007.
quarta-feira, abril 02, 2008
O MERCADO DA MÚSICA BAIANA NO CENÁRIO CONTÊMPORANEO
O MERCADO DA MÚSICA BAIANA NO CENÁRIO CONTÊMPORANEO
Recentemente tive acesso a duas entrevistas interessantes uma do Chris Gomes baixista da banda Cobalto (Banda de Thrash Metal anos 80/90, Hardcore e Death Metal Melódico como o próprio define) e outra do Paulo André - Produtor do Festival Abril Pro Rock, feita por Luciano Mattos do site El Cabong, que demonstra diversos pontos interessantes para se compreender tanto o mercado da música no cenário contemporâneo, quanto o cenário musical baiano.
De um lado está Chris Gomes que faz parte de uma banda que para muitos que não conhecem a diversidade musical baiana acha improvável existir uma banda de Trash e Death metal na Bahia (É necessário deixar claro que assim como a Cobalto, existe uma infinidade de bandas de rock extremo como: Malefactor, Tharsis, Veuliah, Pandora entre outras corra atrás!). Chris demarca a sua posição quanto à falta de espaços tanto para tocar, quanto mídia especializada, preconceito por parte dos pequenos produtores culturais para investir na produção de eventos para estes segmentos musicais.
Já Paulo André nos aponta para informações interessantes quanto ao cenário de outra capital nordestina Recife no caso, que aponta dificuldades parecidas como a falta de rádios, que escoem a produção local, mesmo que artistas consagrados pela mídia especializada nacional como o caso da Nação Zumbi, Siba que configuraram listas de melhores cd´s de 2007 e com reconhecimento internacional, sejam ignorados pela mídia local. Outro ponto que se aproximam do nosso caso são os pouquíssimos espaços com uma pequena estrutura, para se realizar shows para pequeno e médio porte.
Esse cenário das duas capitais nos reporta a um cenário bastante complicado para os sujeitos participantes da Cadeia produtiva da Música no cenário cultural atual. De um lado artistas execrados por parte dos grandes conglomerados da Indústria Musical e de um lado o estado quanto órgão regulador de políticas culturais que preza em sua constituição o acesso a difusão da diversidade cultural dos povos. No caso de Recife, por exemplo, vemos o papel do estado de uma forma peculiar quando a prefeitura municipal do Recife realizou em menos de um ano shows com grandes artistas do cenário musical nacional e internacional, como: Manu Chao, Marisa Monte, Paralamas, Pato Fu, Milton Nascimento, todas as bandas pernambucanas e tudo isso gratuito. O que de certa forma contribui para a formação de platéia, prejudica os produtores culturais locais, numa disputa desleal com shows gratuitos, esfacelando a produção cultural local.
Nesse cenário a Bahia disputa no lado inverso, uma mudança de governo que para muitos apontava para, mudanças na política cultural no estado, se esmaece a cada dia quando se apresenta a falta de verbas para se investir na cultura e o processo de amadurecimento ainda dos novos gestores da política cultural baiana (É preciso deixar claro que foram 16 anos de hegemonia de um grupo político no estado. Neste caso o que antes era privilegiado com políticas culturais de favorecimento para artistas que se construíram através de políticas do estado (Um exemplo disso é uma artista consagrada como Ivete Sangalo, que detêm de diversos patrocinadores privados, para o seu bloco pessoal de carnaval, participa também de incentivos fiscais como a Lei Rouanet). O cenário hoje demonstra uma mudança no que se restringe ao favorecimento destes artistas no crescimento de suas empresas da cultura, mas não nos animemos, pois, a lógica do toma daqui que eu te favoreço ali na frente, ainda se faz presente nos bastidores políticos e culturais. A exemplo o poderio da mídia do grupo que até então dominou o cenário político ao longo do coronelismo baiano. Com isso se apresentam algumas situações, a Bahia hoje detém de uma cena cultural musical muito diversificada, no que tange músicos, compositores, interpretes, produtores musicais. Mas sofre com a sua própria autodestruição.O que quero dizer com isso o discurso de que as bandas precisam se organizar, não funciona mais, acredito que o axé-music “que nada mais foi do que produções fonográficas que lidavam com produtos culturais específicos, e que distribuíam em mercados alternativos as estruturas tradicionais do comércio fonográfico. Tem muito a nos ensinar ainda hoje, no surgimento do axé-music a Bahia como hoje ainda, não existia empresas que prensassem discos o que existia era uma gravadora (a WR que funciona até hoje), mas que não prensavam e não tinha como distribuir para fora os fonogramas, a WR não só teve que montar uma banda para gravar as músicas dos compositores baianos, quanto distribuiu essa produção no mercado local, construindo assim um cenário local de dentro pra fora. É preciso deixar claro que assim como defende Vince da Banda Lampirônicos e Terreiro circular o exemplo de cooperativas como o Espaço Cubo, Abacateiro, Eletrocooperativa são exemplos também de ações que funcionam no cenário contemporâneo atual. Nesse contexto também aparece a ABRAFIN (Associação de Festivais Independentes) e ABMI. (Associação Brasileira de Música Independente).
O que isso nos interessa, acredito que a popularização da internet e das novas tecnologias hoje cumpre um papel muito mais atual do que em meado dos anos 80 quando surgiu o Axé-music se analisarmos o cenário da axé - Music veremos que estes artistas não detém lucro com venda de cd´s na sua grande maioria, mais com a estrutura criada pelo axé para escoar seus produtos como carnavais e micaretas fora de época.
Nesse cenário sentimos a falta dos espaços para realizar eventos, mais em contra partida no estado existe espaços de médio porte para produção de eventos, a exemplos de espaços culturais. Com isso o que falta então? Acredito que o maior problema hoje no estado é a falta de produtores locais e a isso incide diversos fatores, como a descrença de que há publico consumidor, a falta de convicção de investimentos públicos funcionarem realmente de forma transparente e em principal a visão reducionista de empresas privadas em investir em determinados setores da cultura local.
Um exemplo interessante de fortalecimento de suas carreiras no local está à banda baiana Cascadura que passou uma temporada no sudeste brasileiro, mas que resolveu se fortalecer no estado de origem, investindo na construção de uma carreira local (Hoje a Cascadura possui um público muito maior do que detinha a Cinco anos, devido a essa perspectiva).
Nesse cenário atual vemos bandas atuais escoarem suas produções em sites pessoais, portais como My space, trama virtual, Palco MP3 e You tube o que aponta para uma reconfiguração do mercado da música. Cumprindo um papel interessante na distribuição. O baixo custo no registro da música provindo do advento das novas tecnologias tem favorecido bastante este cenário. Mas o mais importante disso tudo é a inegável qualidade dos produtores musicais baianos a exemplo de Jera Cravo, André T e Tadeu Mascarenhas que hoje são responsavéis por mais da metade das produções locais. Num cenário em que a mudança de paradigmas que coloca o antigo consumidor/ ouvinte no meio da indústria da música, faz com que o consumidor antes passivo se torne agora o principal personagem na reinvenção da música temos excelentes artistas lançando seus fonogramas como: Subaquáticos, Lampirônicos, Rafael Pondé, Cof Damu, Cobalto, Malefactor, Pandora, Cascadura, Pessoas invisíveis, Formidável Família Musical,Retrofoguetes entre outras.
Mário Jr - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical.
Recentemente tive acesso a duas entrevistas interessantes uma do Chris Gomes baixista da banda Cobalto (Banda de Thrash Metal anos 80/90, Hardcore e Death Metal Melódico como o próprio define) e outra do Paulo André - Produtor do Festival Abril Pro Rock, feita por Luciano Mattos do site El Cabong, que demonstra diversos pontos interessantes para se compreender tanto o mercado da música no cenário contemporâneo, quanto o cenário musical baiano.
De um lado está Chris Gomes que faz parte de uma banda que para muitos que não conhecem a diversidade musical baiana acha improvável existir uma banda de Trash e Death metal na Bahia (É necessário deixar claro que assim como a Cobalto, existe uma infinidade de bandas de rock extremo como: Malefactor, Tharsis, Veuliah, Pandora entre outras corra atrás!). Chris demarca a sua posição quanto à falta de espaços tanto para tocar, quanto mídia especializada, preconceito por parte dos pequenos produtores culturais para investir na produção de eventos para estes segmentos musicais.
Já Paulo André nos aponta para informações interessantes quanto ao cenário de outra capital nordestina Recife no caso, que aponta dificuldades parecidas como a falta de rádios, que escoem a produção local, mesmo que artistas consagrados pela mídia especializada nacional como o caso da Nação Zumbi, Siba que configuraram listas de melhores cd´s de 2007 e com reconhecimento internacional, sejam ignorados pela mídia local. Outro ponto que se aproximam do nosso caso são os pouquíssimos espaços com uma pequena estrutura, para se realizar shows para pequeno e médio porte.
Esse cenário das duas capitais nos reporta a um cenário bastante complicado para os sujeitos participantes da Cadeia produtiva da Música no cenário cultural atual. De um lado artistas execrados por parte dos grandes conglomerados da Indústria Musical e de um lado o estado quanto órgão regulador de políticas culturais que preza em sua constituição o acesso a difusão da diversidade cultural dos povos. No caso de Recife, por exemplo, vemos o papel do estado de uma forma peculiar quando a prefeitura municipal do Recife realizou em menos de um ano shows com grandes artistas do cenário musical nacional e internacional, como: Manu Chao, Marisa Monte, Paralamas, Pato Fu, Milton Nascimento, todas as bandas pernambucanas e tudo isso gratuito. O que de certa forma contribui para a formação de platéia, prejudica os produtores culturais locais, numa disputa desleal com shows gratuitos, esfacelando a produção cultural local.
Nesse cenário a Bahia disputa no lado inverso, uma mudança de governo que para muitos apontava para, mudanças na política cultural no estado, se esmaece a cada dia quando se apresenta a falta de verbas para se investir na cultura e o processo de amadurecimento ainda dos novos gestores da política cultural baiana (É preciso deixar claro que foram 16 anos de hegemonia de um grupo político no estado. Neste caso o que antes era privilegiado com políticas culturais de favorecimento para artistas que se construíram através de políticas do estado (Um exemplo disso é uma artista consagrada como Ivete Sangalo, que detêm de diversos patrocinadores privados, para o seu bloco pessoal de carnaval, participa também de incentivos fiscais como a Lei Rouanet). O cenário hoje demonstra uma mudança no que se restringe ao favorecimento destes artistas no crescimento de suas empresas da cultura, mas não nos animemos, pois, a lógica do toma daqui que eu te favoreço ali na frente, ainda se faz presente nos bastidores políticos e culturais. A exemplo o poderio da mídia do grupo que até então dominou o cenário político ao longo do coronelismo baiano. Com isso se apresentam algumas situações, a Bahia hoje detém de uma cena cultural musical muito diversificada, no que tange músicos, compositores, interpretes, produtores musicais. Mas sofre com a sua própria autodestruição.O que quero dizer com isso o discurso de que as bandas precisam se organizar, não funciona mais, acredito que o axé-music “que nada mais foi do que produções fonográficas que lidavam com produtos culturais específicos, e que distribuíam em mercados alternativos as estruturas tradicionais do comércio fonográfico. Tem muito a nos ensinar ainda hoje, no surgimento do axé-music a Bahia como hoje ainda, não existia empresas que prensassem discos o que existia era uma gravadora (a WR que funciona até hoje), mas que não prensavam e não tinha como distribuir para fora os fonogramas, a WR não só teve que montar uma banda para gravar as músicas dos compositores baianos, quanto distribuiu essa produção no mercado local, construindo assim um cenário local de dentro pra fora. É preciso deixar claro que assim como defende Vince da Banda Lampirônicos e Terreiro circular o exemplo de cooperativas como o Espaço Cubo, Abacateiro, Eletrocooperativa são exemplos também de ações que funcionam no cenário contemporâneo atual. Nesse contexto também aparece a ABRAFIN (Associação de Festivais Independentes) e ABMI. (Associação Brasileira de Música Independente).
O que isso nos interessa, acredito que a popularização da internet e das novas tecnologias hoje cumpre um papel muito mais atual do que em meado dos anos 80 quando surgiu o Axé-music se analisarmos o cenário da axé - Music veremos que estes artistas não detém lucro com venda de cd´s na sua grande maioria, mais com a estrutura criada pelo axé para escoar seus produtos como carnavais e micaretas fora de época.
Nesse cenário sentimos a falta dos espaços para realizar eventos, mais em contra partida no estado existe espaços de médio porte para produção de eventos, a exemplos de espaços culturais. Com isso o que falta então? Acredito que o maior problema hoje no estado é a falta de produtores locais e a isso incide diversos fatores, como a descrença de que há publico consumidor, a falta de convicção de investimentos públicos funcionarem realmente de forma transparente e em principal a visão reducionista de empresas privadas em investir em determinados setores da cultura local.
Um exemplo interessante de fortalecimento de suas carreiras no local está à banda baiana Cascadura que passou uma temporada no sudeste brasileiro, mas que resolveu se fortalecer no estado de origem, investindo na construção de uma carreira local (Hoje a Cascadura possui um público muito maior do que detinha a Cinco anos, devido a essa perspectiva).
Nesse cenário atual vemos bandas atuais escoarem suas produções em sites pessoais, portais como My space, trama virtual, Palco MP3 e You tube o que aponta para uma reconfiguração do mercado da música. Cumprindo um papel interessante na distribuição. O baixo custo no registro da música provindo do advento das novas tecnologias tem favorecido bastante este cenário. Mas o mais importante disso tudo é a inegável qualidade dos produtores musicais baianos a exemplo de Jera Cravo, André T e Tadeu Mascarenhas que hoje são responsavéis por mais da metade das produções locais. Num cenário em que a mudança de paradigmas que coloca o antigo consumidor/ ouvinte no meio da indústria da música, faz com que o consumidor antes passivo se torne agora o principal personagem na reinvenção da música temos excelentes artistas lançando seus fonogramas como: Subaquáticos, Lampirônicos, Rafael Pondé, Cof Damu, Cobalto, Malefactor, Pandora, Cascadura, Pessoas invisíveis, Formidável Família Musical,Retrofoguetes entre outras.
Mário Jr - (Riffsjr) Músico, “Laptopdj”, ativista cultural e Historiador desenvolve estudos culturais sobre História social da música baiana e “Cultura musical pós-popularização da internet na indústria de produção musical no cenário cultural baiano” produz o E-zine Ultrasom-musical sobre mercado da música independente, novas tecnologias de produção e distribuição musical no cenário cultural baiano, cultura e cibercultura. (http://www.ultrasom-musical.blogspot.com.) Possui tags no Overmundo e no Mugg, Participa de Curadorias, produção e desenvolvimento de projetos culturais e produção musical.
terça-feira, abril 01, 2008
Inscrições abertas para o IV ENECULT
Data: 01/04/2008
Fonte: A Tarde on line
Já estão abertas as inscrições para o IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – IV Enecult, maior evento internacional de pesquisas em cultura do Brasil. Promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – Cult, da Universidade Federal da Bahia, o Encontro ocorre nos dias 28 e 30 de maio, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e na Faculdade de Comunicação (Campus de Ondina), em Salvador–Ba. Dentre as atividades programadas, constam palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos e lançamento de livros.A realização da quarta edição do Enecult evidencia a consolidação de um espaço multidisciplinar de discussão e apresentação de trabalhos de diversas áreas do conhecimento com temáticas relacionadas à cultura. Já estão confirmados para esta edição: Carlos Altamirano (Argentina); Carlos Fortuna (Portugal); Eduardo Nivon Bolan (México); George Yúdice (EUA); Guillermo Sunkel (Chile); Jurema Machado (Brasil); Massimo Canevacci (Itália); Micael Herschmann (Brasil); Renato Ortiz (Brasil); e Rubens Bayardo (Argentina).O Encontro tem como público-alvo pesquisadores, professores e estudantes universitários, além de profissionais vinculados ao campo cultural. As inscrições, que podem ser feitas através do site www.enecult.ufba.br, custam R$100 e R$50, até o dia 04 de abril. Entre 05 e 25 de abril, o valor passa a ser de R$120 e R$60, e, do dia 26 de abril até 23 de maio, o valor será de R$140 e R$70.Além das palestras e mesas-redondas, com teóricos e pesquisadores da área cultural de prestígio internacional, foram submetidos para apresentação no encontro cerca de 370 propostas, entre apresentações individuais e mesas-coordenadas. Destes, foram selecionadas 175 expositores e 16 mesas temáticas. O resultado já se encontra disponível no sites do Cult. A inscrição é obrigatória para os expositores dos trabalhos selecionados.O encontro é uma realização do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura/Cult, do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade/Pós-Cultura e da Universidade Federal da Bahia/UFBA. Maiores informações pelo e-mail cult@ufba.br ou telefone (71) 3263-6198
Fonte: A Tarde on line
Já estão abertas as inscrições para o IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – IV Enecult, maior evento internacional de pesquisas em cultura do Brasil. Promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura – Cult, da Universidade Federal da Bahia, o Encontro ocorre nos dias 28 e 30 de maio, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e na Faculdade de Comunicação (Campus de Ondina), em Salvador–Ba. Dentre as atividades programadas, constam palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos e lançamento de livros.A realização da quarta edição do Enecult evidencia a consolidação de um espaço multidisciplinar de discussão e apresentação de trabalhos de diversas áreas do conhecimento com temáticas relacionadas à cultura. Já estão confirmados para esta edição: Carlos Altamirano (Argentina); Carlos Fortuna (Portugal); Eduardo Nivon Bolan (México); George Yúdice (EUA); Guillermo Sunkel (Chile); Jurema Machado (Brasil); Massimo Canevacci (Itália); Micael Herschmann (Brasil); Renato Ortiz (Brasil); e Rubens Bayardo (Argentina).O Encontro tem como público-alvo pesquisadores, professores e estudantes universitários, além de profissionais vinculados ao campo cultural. As inscrições, que podem ser feitas através do site www.enecult.ufba.br, custam R$100 e R$50, até o dia 04 de abril. Entre 05 e 25 de abril, o valor passa a ser de R$120 e R$60, e, do dia 26 de abril até 23 de maio, o valor será de R$140 e R$70.Além das palestras e mesas-redondas, com teóricos e pesquisadores da área cultural de prestígio internacional, foram submetidos para apresentação no encontro cerca de 370 propostas, entre apresentações individuais e mesas-coordenadas. Destes, foram selecionadas 175 expositores e 16 mesas temáticas. O resultado já se encontra disponível no sites do Cult

Expo "DeskMod" (desktop modification)DIGITALIAmaio 2008Goethe Institut (ICBA)Salvador - Bahia - BrasilPara quem tem hobby de modificar desktop, transformando-o quase numa obra de arte através da utilização de skins, ícones, wallpapers, shells, etc, a FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA E CULTURA - DIGITALIA, apresentará uma exposição de " trabalhos na área de trabalho" independente da plataforma ou sistema operacional utilizado.Esta mostra, servirá para divulgar e estimular a liberdade de criação em um novo suporte, para muitos ainda inusitado mas que a amplitude dos conceitos artísticos vem permitindo e com isso todos podem ter um desktop personalizado, muito interessante em termos de conceito, estética e funcionalidade.Para participar, envie para expodeskmod@gmail.com:* Print Screen da sua tela (máximo de 03 imagens);* Identificação (nome, idade, cidade/UF e, caso possua, um link);* Breve listagem dos recursos usados na modificação.Prazo de envio: até 20/04/2008Projeto/ curadoria: Andrea May
Jam Lab, da M-Audio, é o gadget do guitarrista

Todo guitarrista quer ter um aparelho que facilite a vida na hora de gravar alguma coisa no PC e fique rolando um playback enquanto o cara se sente o Eric Clapton solando por cima.Essa é a idéia da placa de áudio externa Jam Lab, da M-Audio. Ela se conecta ao PC via USB e tem uma entrada de áudio para a guitarra e uma saída para fone de ouvido.O aparelhinho tem um banco de dados com loops de bateria e samplers, além do software GT Player Express, que permite usar playbacks em Wave, MP3 e AAC. A Jam Lab ainda emula pedais de guitarra, como Chorus e Reverb.Com todos esses recursos, a placa vira uma ferramenta bacana para quem quer ficar praticando sozinho em casa como se tivesse uma banda inteira tocando junto. O produto custa 251 reais.
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